<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390</id><updated>2012-01-30T18:59:27.958-08:00</updated><category term='Desventuras de Janaína'/><category term='Narrativa feita com e por Dona Cícera'/><category term='Criança'/><category term='Historinhas de dentro'/><category term='senhora moradora do Coque'/><category term='Matéria do jornal laboratório Racif'/><title type='text'>correr os campos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>56</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6525881095794569807</id><published>2012-01-30T18:44:00.000-08:00</published><updated>2012-01-30T18:59:27.966-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Será que as luzes que se acendem nas janelas acendem por dentro também das pessoas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se acendia em Antônia era o seu desejo de, finalmente, comprar um colchão novo.Em Janaína, brotava um desejo de encontrar um amor. Já em Antônio, nascia uma luzinha que ele não sabia bem explicar o que era... parecia um vaga-lume. Ela piscava igualzinho aos pisca-piscas que ele tanto via nessa época do ano. Piscava sempre que ele tinha uma descoberta. Outro dia foi quando ele viu uma formiguinha andar na grama carregando um pedaço de comida, ele ficou tão surpreso, como ia caber aquilo tudo no bucho dela? Teve outro dia também que a luzinha se acendeu quando ele viu uma borboleta voar. Ele ficou reparando em todas as cores que, de repente, surgiam nas asas dela. Achou muito bonito de ver. Mas a luz piscou mesmo foi quando ele viu, furtivamente, a calcinha de Júlia naquele dia ensolarado. Achou linda, ficava imaginando sentir o tecido de algodão em sua pele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim a vida ia seguindo, cada um com sua luzinha: Juca, quando ganhava um osso; Zeca, com um prato de leite; a mosca, com o pão da padaria, o mosquito, com o sangue da perda da moça, o passarinho com a minhoca, a minhoca com a terra... E assim se cumpria o ciclo da vida. Num era Natal nem nada, era só a vida seguindo, e as luzinhas apagando e acendendo, apagando e acendendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6525881095794569807?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6525881095794569807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6525881095794569807&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6525881095794569807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6525881095794569807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2012/01/sera-que-as-luzes-que-se-acendem-nas.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-5364135302019082623</id><published>2011-09-03T13:36:00.000-07:00</published><updated>2011-09-03T13:45:08.815-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Preciso ir gritar numa floresta, &lt;br /&gt;tomar coalhada numa fazenda que não existe mais,&lt;br /&gt; deitar num céu calmo, &lt;br /&gt;sentir as estrelas fazerem sua sombra em mim, tocá-las, senti-las entrando no meu corpo. &lt;br /&gt;Preciso me sacudir,&lt;br /&gt;vomitar as estrelas depois pra me sentir limpa e luminosa,&lt;br /&gt; pra só então sentar numa calçada e coçar a cabeça de um gato &lt;br /&gt;e as estrelas voltarem a sair das minhas mãos outra vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-5364135302019082623?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/5364135302019082623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=5364135302019082623&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5364135302019082623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5364135302019082623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2011/09/preciso-ir-gritar-numa-floresta-tomar.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8667606708837893213</id><published>2010-11-23T12:00:00.000-08:00</published><updated>2010-11-23T12:24:25.118-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Janaína escutou uma amiga dizer uma frase que muito lhe fez rir, disse ela "cansei de ser profunda". Ela se riu porque há muito tinha tomado a mesma decisão, desistiu da carreira acadêmica, das discussões filosóficas, das buscas pelo sentido último de todas as coisas e decidiu que não queria mais fazer outra coisa senão sentar-se em seu quintal e bordar. Vez por outra, alisar a cabeça da sua gatinha aqui, escutar um canto de passarinho acolá e nada mais. Tinha cansado de buscar explicações pra entender seus sentimentos, autoconhecimento, o quê? Ela se conhecia muito bem e sabia que quem ficava procurando isso estava na verdade era inventando sempre um eu diferente, criando eus eternamente. Quanto mais ficavam a questionar o que sentiam, indo pra milhões de terapeutas, estavam era criando sentimentos e inventando sofrimentos sem fim. Ela passou tanto por isso que cansou. Agora tudo era muito simples, o caminhão do lixo passava na hora certa, o leiteiro também, a flor que ela tinha plantando com carinho nascia quando tinha que nascer, tudo estava certo. Agora entendia o que os poetas queriam dizer quando falavam na simplicidade. Era isso sim, a vida era muito fácil de viver, esses filósofos é que teimam em complicar. Então fico com os poetas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8667606708837893213?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8667606708837893213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8667606708837893213&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8667606708837893213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8667606708837893213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/11/janaina-escutou-uma-amiga-dizer-uma.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-539046377267636628</id><published>2010-07-03T16:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T16:03:54.505-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Clarice gostava dos acentos, achava eles dignos. Sempre que escrevia com a caneta de tinta que seu pai lhe dera, sentia um prazer enorme em colocá-los. Como o sentem certos velhos ao assinar o contrato de compra de seu caixão, marrom, de estofado de veludo vinho, com um crucifixo dourado brilhante na frente. Enroscam um pouco o bigode grisalho e emitem um sorriso de canto de boca que suas netas sabem bem, trata-se de orgulho. Não, não iam viver suas vidas no sofá da casa de sua filha mais velha, economizando sua aposentadoria, pra acabar num caixão qualquer pago por aquela que lhe sustentou nos últimos anos. Assim, Clarice passava as tardes, escrevendo, falando de amores. Ela se sentia uma típica mulher, todas elas gostam de falar de amor. Acho que quando Deus inventou a mulher foi justamente pra acrescentar o elemento amor na vida. Aí veio o homem, pra trazer um pouco de distúrbio pra esse sentimento.Era bem isso que Clarice pensava quando se lembrava do romance recente do seu cachorro Juca com a cachorra da vizinha, que estava no cio. Dava dó ver o cachorro esmolando um pouco de amor, passando noites insone, a uivar, a latir. Qual não era sua felicidade quando via ao menos a patinha de Doralice pela fresta da porta. Sacodia o rabinho feliz, e passava ao menos essa tarde com um risinho no rosto. Clarice dizia isso, mas no fundo não falava de Juca, mas dela própria, afinal era só levar Juca pra passear no parque pra ele esquecer Doralice, balançava o rabinho, levantava a patinha em cada banco, corria feliz, latia para as crianças. Assim, aquilo que Clarice achava de Juca estava impregnado era na sua percepção das coisas. Via Juca pela sua própria lente distorcida. Mas ela não sabia disso. Então deixa ela se enganar, pelo menos ela não sofre pelo seu próprio amor, sofre apenas de pena do cachorro. E continuava ela, arrumando maneiras de trazer pequenas felicidades para o cão, para que ele esquecesse sua dor, fazendo assim, sem saber, ela própria esquecer da sua. Juca sabia disso tudo e maliciosamente, para que a dona lhe ajudasse, fingia estar amando, quando na verdade queria apenas trepar com a cachorra que ele achava uma bela de uma gostosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-539046377267636628?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/539046377267636628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=539046377267636628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/539046377267636628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/539046377267636628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/07/clarice-gostava-dos-acentos-achava-eles.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-3061341480530383885</id><published>2010-06-24T10:19:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T16:00:03.616-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>Pra eles</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para Sandokan:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Ele chegou caladinho caladinho, num sabia nem onde colocar as mãos, todo acabrunhado. Num sabia ele, mas dentro dele tinha uma sementinha, que era só levar um pouquinho de sol começava a crescer e crescer até que não conseguisse ficar dentro dele e saísse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Um dia ele encontrou um objeto e se identificou muito com ele, era fechadinho, mas se a gente apertasse num botãozinho o que tava dentro saía e era muito bonito. Esse aparelho tinha um olho grande e tinha mania de engolir as coisas bonitas e transformá-las num papel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Quando Sandokan descobriu esse segredo foi no mesmo dia que a semente tinha germinado tanto dentro dele que, ele próprio conseguiu transformar em papéis tudo aquilo que ele sentia e que tava preso. Agora ele num era mais calado, nem acabrunhado, ele começou a falar pra todo mundo daquela beleza que ele via nas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para Monick e Nielly:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia eu tava andando pelo Coque e quando reparei tinham duas florzinhas nascendo, iguaizinhas, só que uma era vermelha e a outra amarela. A vermelha era Monick. Flor-mulher, séria e firme, quer e consegue. Ela tem as pétalas de veludo e um miolo cheio de amor. A amarela era Nielly, eita flor doida danada!! Ela é tão espevitada que as vezes a gente num percebe que ela ta ali fazendo toda aquela festa, mas que também tem muito amor guardado. Suas pétalas são amarelo brilhante que dói no olho só de ver. Amo as duas no mesmo vasinho do meu coração, elas tão lá, uma do ladinho da outra, lindas. E hoje, mais uma pétala nasce pras duas. Desejo que uma água muito pura regue vocês todos os dias e um sol muito forte dê muita energia pra vocês continuarem crescendo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para Jô:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Quando eu encontrei pela primeira vez com Jô ela tava toda encolhidinha, encostada numa pedra. Eu vi tanta fragilidade naquela menininha, que não tinha nem 10 anos ainda. Mas eu podia ver também uma doçura imensa, que só podia sair de um coração bom. Aproximei-me da criança e lhe contei todas as histórias que eu podia lembrar, as aventuras mais incríveis, os romances mais tórridos. Ela adorava, viajava junto, sonhava, dava tantas gargalhadas. Mas cada vez que se lembrava de sua tristeza caía no choro outra vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Então mudei de tática, pedi que ela me contasse qual o motivo de suas lágrimas. Só que Jô não sabia me dizer. Ela sabia apenas que se tratava de algo que doía muito seu coração, que mexia lá fundo. Ela me disse que antes sabia sim qual era o motivo, mas que depois de ouvir tantas histórias, tinha esquecido. Não conseguia mais lembrar, por mais que se esforçasse. Então eu disse, mas Jô, será  que o teu coração está doendo mesmo? Isso já aconteceu comigo uma vez quando eu era da tua idade. Eu tava sentindo uma tristeza muito grande e não sabia o que era, só sabia que alguma coisa lá dentro mexia muito, me deixava inquieta. Contei a minha mãe. Ela riu e me explicou: “Filha, isso se trata do amor. O amor é como uma lagarta. Você já viu a transformação que a lagarta passa pra se transformar em borboleta?”. Quando minha mãe disse isso eu sorri. Achei engraçado pensar que ia nascer uma borboleta no meu coração batendo as asinhas. Ai comecei a imaginar de que cor eu queria a minha borboleta. Ela ia ser muito bonita, muito vistosa, chega ia doer o olho de ver a luminosidade dela. E foi assim que eu esqueci a dor que eu tava sentindo. Esqueci da dor da transformação da lagarta que queria se tornar borboleta, e fiquei alegre de pensar no futuro, de saber que eu tenho uma borboletinha dentro de mim querendo bater asas. Esse foi um ensinamento que eu guardo até hoje. Sempre que meu coração está doendo eu me tranqüilizo, porque hoje eu sei que é só uma fase, que logo a borboleta dentro de mim vai voltar a voar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Quando terminei de contar isso a Jô olhei e ela tinha adormecido. Mas dormia sorrindo, com certeza sonhando com sua borboleta. Notei que saía dela uma luz rosa muito pura, era a luz do amor se purificando. Então fui embora tranqüila. Sabia que quando Jô acordasse a dor teria ido embora, ela nem mais se lembraria dela. Então ela voltaria a ser a criança serena de antes, que colhia flores coloridas todos os dias no jardim pra dar a sua mãe e que brincava alegre com o irmão rolando no chão de tanto rir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-3061341480530383885?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/3061341480530383885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=3061341480530383885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3061341480530383885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3061341480530383885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/06/pra-eles.html' title='Pra eles'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8233381588124188471</id><published>2010-06-10T17:37:00.000-07:00</published><updated>2010-06-10T17:47:03.429-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela me abraça séria, profunda, num faz a mesma festa dos demais. Só de ver o rosto dela tenho vontade de chorar. Chorar de sentir quanto sentimento tem ali. Tenho vontade de abraçá-la bem forte. Mas ela é tão magrinha que pode se partir ao meio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8233381588124188471?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8233381588124188471/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8233381588124188471&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8233381588124188471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8233381588124188471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/06/ela-me-abraca-seria-profunda-num-faz.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2452695030049412897</id><published>2010-05-24T19:01:00.001-07:00</published><updated>2010-05-24T19:02:29.485-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se Clarice me dissesse&lt;br /&gt;O que tu não me disse?&lt;br /&gt;E eu risse e pensasse que tu não me disse por tolice?&lt;br /&gt;Aí eu ia dormir feliz com o sentimento que ela me traz, em paz&lt;br /&gt;Lá no fundinho de mim ia ter um pocinho de água bem limpinha&lt;br /&gt;Que ia lavar as dúvidas e me deixar que nem as roupas brancas das lavadeiras la de Jabitacá&lt;br /&gt;Bem reluzentezinha e ia mimbora pro céu e nunca mais ia voltar &lt;br /&gt;Pra num me aperrear.&lt;br /&gt;E foi assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2452695030049412897?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2452695030049412897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2452695030049412897&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2452695030049412897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2452695030049412897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/05/e-se-clarisse-me-dissesse-o-que-tu-nao.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-5761189634333094992</id><published>2010-05-13T20:26:00.001-07:00</published><updated>2010-05-13T20:26:36.084-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Tinham dias que ela acordava, colocava um batom vermelho e saía. Esses eram os dias em que ela queria ser outra. Pensava no que ela nunca faria e fazia exatamente essas coisas. É certo que existia uma limite pra isso. Nunca sairia de um jeito que acharia ridículo. Ser outra não era sinônimo disso. Mas gostava de ver a vida assim, cada dia por um ângulo novo. Num dia construía todas as certezas do mundo, só pra ter o prazer de destruí-las todinhas, uma a uma, no outro dia. Isso a fazia crescer. Perceber que nada existia, que nada era de um jeito só, e ao mesmo tempo que tudo podia ser. Só tentava amadurecer a tal ponto que não se decepcionasse quando suas certezas anteoriores ruissem. Queria ser assim, uma pessoa que não se afeta com essas coisas. Uma pessoa que só se afeta na medida certinha, nem demais, nem de menos. E isso era tão difícil pra ela, logo ela que se afetava com quase tudo, um poço carregado de água, que era arrastada pelas emoções. Então, cada vez que conseguia segurar o choro era uma vitória, se achava forte que só. Mas ao mesmo tempo ela gostava tanto de chorar, parece que ela se sentia mais viva nesses momentos, sentia a dor tomar todo seu corpo e sair, como uma catarse, naquelas lágrimas. Daquela vez ela chorou assim de propósito, como que para tirar tudo de ruim que tinha dentro dela, como se estivesse parindo algo, se encurvava toda, e aquilo saía de seu ventre e caía nas lágrimas, e saía no som. Mas quando ela conseguia segurar um choro também era muito bom. Porque lhe dava uma firmeza pra agir no mundo, mesmo ele sendo tão difícil. Ela ficava corajosa e acreditava que ia conseguir. Pode ser que esse seja um dilema que irá perpassar toda a sua vida. As pessoas fortes não caem em pranto por qualquer coisa. Ao mesmo tempo, as pessoas que nunca choram parecem tão duras, como se não existisse sensibilidade ali. &lt;br /&gt;Mas no fim das contas, o que estava presente agora era a alegria, alegria do fogo, do entusiasmo, de ver muita energia nas pessoas e essa energia ir lhe contagiando. Ser alegre é tão bom! Mas sabia que também aí tinha que ter calma, afinal, essa alegria tinha que brotar de dentro dela, ela não podia ficar dependente da energia alheia. Mas também era muito difícil se controlar, afinal tudo acontecia ao mesmo tempo, idéias empolgantes de um lado, um “não sei porque, mas te amo tanto” de outro lado. Ah, assim ela não agüentava, não podia não amolecer!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-5761189634333094992?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/5761189634333094992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=5761189634333094992&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5761189634333094992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5761189634333094992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/05/tinham-dias-que-ela-acordava-colocava.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-4037295194649586761</id><published>2010-04-25T15:06:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T16:46:54.187-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Assim como a gata</title><content type='html'>Todas as noites, quando a mãe lhe dizia "Filha, vá descer com o cachorro", ela fazia muxoxo mas descia. Ela não sabia o porquê da contrariedade se na verdade ela gostava muito de estar lá embaixo com Juca, era o único momento em que vivia realmente o lugar em que morava. Em que aquele lugar não era mais um lugar de passagem para entrada no seu quadrado fechado, no seu teto. Janaína sempre teve essa sensação, a de que o homem constrói quadrados pra se esconder dentro. E esse lugar fechado a sufoca, a impede de estar com o mundo, com o céu, com o ar livre. Parava pra pensar mesmo em como era tudo tão louco, as invenções humanas, se resfria ar, se condensa o ar em pequenos focos pra perceber a existência dele... Ela gostava mesmo era de sentir brisa. Tá certo, tinha uma invenção humana que ela gostava muito, era o vento que o carro consegue deixar tão fortemente bater no nosso rosto, assanhar nosso cabelo. É tão intensa a forma que ele nos toca nessa situação. Fora a forma de se ver a paisagem bem rápido, conseguindo apreciar tudo ao mesmo tempo, tudo que só a vista não alcança. O homem tem muitas invenções bonitas sim, pra num falar das câmeras... de vídeo, de fotografia. E ela ria de pensar essas coisas. Mas tudo pra dizer o quanto gostava de estar lá embaixo, deitada num banquinho frio de cimento, com os pés na grama, sentindo um ventinho, escutando-o balançar as folhas, com os olhos no céu e as mãos na gata, sua fiel companheira desses momentos. Enquanto Juca rebolava o bumbum andando, ou dava pulinhos, de orelha balançante, cheirando aqui e ali, fazendo xixi aqui e ali não percebia que as mãos de Janaína tocavam era a gata. Não se sabe quem acariciava quem, se Janaína à gata, se a gata à Janaína. Ela se roçava na garota com todo o corpo, esmolando carinho, enquanto a menina adorava olhar o céu e sentir aquele pelo macio, ir passando a mão pelas costelas da gata, pelas orelhas, arrodear a cabeça. Janaína se achava parecida com a gata, se pudesse trocar não teria mais um cachorro. Sua personalidade tinha muito mais a semelhança vagarosa e libertária da gata do que a serelepe e dependente de Juca... Olhar o céu era limpar a vista e se aquietar por inteira. Janaína tinha a sensação de não só estar olhando-o, como se faz com uma televisão, mas de adentrá-lo, como aqueles personagens que entram na tela. Era bem isso que sentia. Na verdade era essa a sensação que Janaína sentia com o mundo de forma geral. Ela estava sempre experienciando-o com seus sentidos todos. Por isso que muitas vezes a menina ficava muda, porque não conseguia dizer nada, racionalizar, esse era um momento posterior, antes ela só conseguia entrar e viver, e sentir. Depois é que ela podia realizar a suspensão e refletir sobre o momento. As duas coisas não podiam ser feitas ao mesmo tempo. Por isso ficava muito impressionada com alguns amigos que tinham a capacidade de viver os momentos ao mesmo tempo em que os objetivavam em palavras de maneira articulada e sistemática. O máximo que ela conseguia fazer era balbuciar algumas palavras que expressavam mais sentimentos que pensamentos. E ficava pensando se sempre seria assim, um pouco preocupada, já que isso a impedia de se relacionar às vezes, quer dizer, vamos ser sinceros, muitas vezes, a majoritária parte das vezes. E se encontrar com os outros era muito importante pra ela, por isso o dilema. Ela não conseguia viver sozinha com seu mundo, afinal a beleza de tudo era mais real com as outras pessoas, era uma escolha até política dela. Não, não queria ser só. Mas ao mesmo tempo como fazer se não conseguia ser sociável? O máximo que conseguia socializar era com os amigos que já tinha. E pra entrar mais um que seja no seu círculo de amigos era tão complicado que essa pessoa teria que ter muita paciência, já que ela era lenta com uma gata. Primeiro ela olhava bem, observava, tinha que se sentir segura. Até ela se sentir em casa ao ponto de ser natural era todo um processo. Por isso que tinha poucos amigos, afinal, haja paciência. Muitos que ela conhecia, por não terem a mesma velocidade que ela, achavam que ela não estava aberta e pronto iam se embora. Uma vez lhe disseram que ela parecia um “monólito” ou palavra parecida, que ela entendeu como uma rocha difícil de acessar. Pois era assim mesmo que ela se sentia. Porém, era o extremo oposto quando chegava o ponto de se sentir em casa, aí era sentimental até dizer basta. Adorava falar pros amigos que os amava, porque sentia um carinho tão forte por eles, um afeto. Essa é uma palavra boa, porque lembra calor, um calor que se sente por dentro, o mesmo de deitar numa cama bem quentinha em dia frio, com a cabeça num travesseiro bem fofinho. Era essa mesma sensação que tinha ao olhar os amigos sentia o calor que o afeto dá. Mas as vezes também, aí pode ser que seja o afeto já transformado em paixão, sentia uma pontadinha no peito, que lhe trazia um riso no rosto de felicidade das mais intensas, no sentido literal, porque parecia que via lá do fundinho de seu ser, é como se conseguisse acessar algo bem lá dentro. E essa sensação trazia felicidade. Mas às vezes trazia medo também, acho que o medo vem justamente da sensação de não querer perder aquilo. Então, olhar pro céu acalmava e trazia uma paz que fazia ela esquecer dessas coisas. E de tantas outras que a perturbavam. Eram doses homeopáticas da calma e da serenidade do céu o que ela tomava todos os dias pra conseguir ir vivendo, assim como a gata, que não pensava em nada disso, mas que Janaína sabia que compartilhava do mesmo motivo de estar ali.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-4037295194649586761?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/4037295194649586761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=4037295194649586761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4037295194649586761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4037295194649586761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/04/assim-como-gata.html' title='Assim como a gata'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2870901790248552202</id><published>2010-04-13T16:34:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T16:45:05.088-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Tenho a sensação de estar amarrada, de querer muito agir, com todas as minhas forças, mas existe alguma coisa que me paralisa. Parece que esse mesmo algo me impede de me fundir com o todo, isso, a minha vontade é essa, de me fundir&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2870901790248552202?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2870901790248552202/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2870901790248552202&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2870901790248552202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2870901790248552202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/04/tenho-sensacao-de-estar-amarrada-de.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2791526259146395775</id><published>2010-04-13T16:25:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T16:42:07.278-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Na sala, enquanto os outros cospem palavras sem nenhum sentido, palavras secas, mudas, ela não consegue escutá-las. Descobriu que não consegue mais se comunicar dessa maneira, agora só entende aquilo que a faz sentir, aquilo que toca sua pele e que a faz a todo instante ser já ontem. Descobriu que o caminho dos seus ouvidos passa por toda a superfície do seu corpo, pra depois penetrá-la por inteiro. Não ouve mais só com esse orifício, seu corpo todo agora se comunica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2791526259146395775?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2791526259146395775/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2791526259146395775&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2791526259146395775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2791526259146395775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/04/na-sala-enquanto-os-outros-cospem.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-9175305794828014768</id><published>2010-03-21T17:04:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T17:08:18.568-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Descobri que não amo os homens, &lt;br /&gt;Mas, a literatura, acima de tudo.&lt;br /&gt;Fui enganada até agora. &lt;br /&gt;Eles se disfarçavam de literatura e me encantavam.&lt;br /&gt;Ou, eu, disfarçava as histórias a tal ponto que me enredava na trama que criava&lt;br /&gt;Acreditava tanto na história que tinha imaginado que não conseguia mais perceber que era ficção&lt;br /&gt;Hoje sei.&lt;br /&gt;Não amo os homens.&lt;br /&gt;Amo a literatura&lt;br /&gt;Mas, claro que se ele me fizer sentir do mesmo modo que Pessoa me faz,&lt;br /&gt;Sim, darei uma chance a esse homem.&lt;br /&gt;Mesmo já sabendo qual o verdadeiro motivo desse amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-9175305794828014768?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/9175305794828014768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=9175305794828014768&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/9175305794828014768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/9175305794828014768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2010/03/descobri-que-nao-amo-os-homens-mas.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2086334428655809728</id><published>2009-10-12T09:45:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T09:47:48.457-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Algo que faz sentido, dá o gosto de viver uma vida humana, desperta o desejo de ultrapassar, aponta para a sede de aprender, de compreender, de contemplar".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2086334428655809728?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2086334428655809728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2086334428655809728&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2086334428655809728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2086334428655809728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/10/algo-que-faz-sentido-da-o-gosto-de.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-4518369186860671306</id><published>2009-09-13T21:14:00.000-07:00</published><updated>2009-09-14T10:23:01.418-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>O encanto de Val</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sq5764hDUDI/AAAAAAAAAu8/TGZ93rsyrF0/s1600-h/menina_esperan%25C3%25A7a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 249px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sq5764hDUDI/AAAAAAAAAu8/TGZ93rsyrF0/s320/menina_esperan%25C3%25A7a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381374856287965234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia Helena estava lavando os pratos, cantarolando baixinho, quando olhou pela janela viu que no jardim tinha nascido uma florzinha lilás. Ela nunca tinha visto flor igual, era pequena e tinha as pétalas bem delicadas, era só encostar um pouquinho o dedo pra sentir a maciez. Foi nessa hora que Helena soube que estava esperando Val. Ela sempre teve certeza que quando brotasse uma sementinha dentro dela, ela receberia algum sinal. E foi assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À medida que Helena sentia a criança crescer dentro dela, ela sentia uma força tão grande de viver! Aquele bebê era a maior força vital que ela já havia sentido. Não havia maneira de ser mais feliz. Não imaginava ela o que sentiria quando Val nascesse, ela tinha até medo desse momento, medo de não poder mais abrigar seu filhotinho de todos os perigos. Nessas horas se sentia mesmo como aquela galinha mãe, que quer os pintinhos debaixo das asas. E mais do que isso, ela não conseguia pensar em como seria viver só, a partir de então, como não abrigar mais o outro ser dentro de si, como tornar-se independente de novo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, quando Val nasceu, Helena e Pacheco, seu marido, descobriram que a felicidade ainda podia ser maior do que aquilo que sentiram nos nove meses de gestação. Ela se expandia dentro deles cada vez que olhavam praqueles olhinhos puxadinhos e bochechinhas salientes. Cada gritinho que a menina dava fazia essa imensidão de amor crescer mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi na terra fértil desse amor tão grande que Val foi gerada. E como não podia ser diferente, esse amor também fazia parte do próprio ser da menina. Ela não conseguia viver sem amar, pra ela as duas palavras eram sinônimos. Assim, quando Val estava brincando com suas panelinhas no quintal, cozinhando pra todos os bichinhos que estivessem por perto, ela queria mesmo era fazer todos eles felizes. Ficava toda alegre ao imaginar que a lagarta tinha engordado muitas gramas com a sopa de papoula que ela tinha preparado. E o sapo então? Tava gordinho, gordinho de tanto beber suco de folha amassada! Também achava linda a chuva, se emocionava com os pingos caindo na terra, fazendo as florzinhas crescerem robustas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela sempre queria dar um jeitinho de ajudar a natureza a seguir seu rumo que ela tanto admirava. Assim, quando descobriu que as abelhas produziam o mel do néctar que retiravam das flores, tratou de plantar muitas delas. Todos os dias plantava uma de cor diferente, porque, para ela, as abelhas seriam muito mais felizes produzindo mel de tonalidades diferentes. Outra vez ela até roubou os sapatinhos de sua boneca, e queria porque queria, calçar a centopéia. Imaginava como devia ser tão difícil andar com tantos pés por aí descalça.. e se ela pegasse uma gripe? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Val era bem quietinha e observadora. Ela não sabia, mas guardava em seus cachinhos aquilo que ia recolhendo das pessoas. Um jeito especial de um falar, a risada singular de outro, a maneira de andar e gesticular de outro. Tudo que Val percebia ficava registrado nos seus caracoizinhos. E eles cresciam mais e mais à medida que a menina ia ficando mais velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um dia, Val não sabia por que, ela tinha acordado com uma sensação de vazio, algo lhe faltava. Quando viu tinha uma mechinha de seu cabelo no chão: era o jeito de dançar engraçado de uma senhora gorda que ela vira certa vez. Val ficou muito intrigada sem saber direito o que tinha feito seu cabelo cair. E todos os dias, daí por diante, o fato se repetiu. Aos poucos Val foi perdendo todos os seus cachinhos. E ao passo que os perdia, uma sensação ia tomando conta dela. Ela começou a enxergar ao mundo e a si mesma de uma maneira diferente. Se olhava no espelho e não se reconhecia mais, não sabia quem era aquela. Seu rosto estava mais afilado, seus cabelos mais estirados, o corpo tinha tomado outras formas. Não sabia mais quem era, mas, ao mesmo tempo, sentia que estava renascendo mais verdadeira, mais ela. Agora ia descobrindo sua própria maneira de ser, seus gestos, maneira de rir, de andar e de falar. Seus passos eram mais firmes. Val tinha, enfim, se tornado ela própria, tinha amadurecido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, ao contrário do que se pensa, isso não quer dizer que ela fosse deixar de ser aquela menina que cuidava com tanto afinco dos animaizinhos e plantas de seu jardim. Agora se dedicava mais ainda. Achava um absurdo tratar os outros seres com desrespeito. Só comeria plantas, e os bichinhos que criava seriam somente seus amigos. Vez por outra, se via ela, no jardim, brigando com um ou outro bicho que contrariasse a liberdade dos demais. Val se preocupava tanto com o bem estar de sua horta que quebrava a cabeça tentando equacionar a cadeia alimentar de forma que a harmonia fosse sempre restabelecida, quando a natureza assim não o fizesse sozinha. É.. os cachinhos tinham ido embora, mas a mania da menina de dar um empurrãozinho no meio ambiente continuava. Já depois de grande, as principais preocupações de Val eram como desviar um corregozinho que atrapalhava a passagem diária das formigas, como fazer com que a água da chuva regasse por igual todas as plantas. Ela tinha até criado um orfanato de insetos, cada dia achava um novo filhote solitário para cuidar. A pena maior que ela tinha era daqueles que viviam pouco naturalmente. Por esses não podia fazer nada, somente os mantras diários que ela recitava por sua morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser assim desse jeito, o grande problema que Val tinha era o de saber como se encaixaria num mundo tão diferente dela. Ela olhava ao seu redor e não conseguia entender nada. O fato de que algumas pessoas só se movimentavam no mundo em troca de outra coisa, que não o amor, deixava a menina muito confusa. Não conseguia entender o que acontecia no mundo, porque as pessoas não se preocupavam com as outras nem com a natureza, que lhe era tão cara. Como alguém podia pisar na grama? Arrancar uma flor? Bater num gatinho? Prender um passarinho numa gaiola? Nada disso fazia o mínimo sentido para ela. E cada vez que ouvia uma notícia dessas a menina chorava tanto que enchia os reservatórios de água de que sua hortinha precisava por um mês. (Até na hora de chorar ela conseguia trazer algum benefício aos seres!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Val passou muito tempo tentando entender o motivo dessas coisas porque para ela não era suficiente cuidar somente do seu jardim. Ela não conseguia viver em paz enquanto soubesse que outros jardins não estariam a salvo. Então, pensou num jeito de propagar suas idéias, de expandir aos quatro ventos o amor que sentia pelas coisas do mundo, mas não conseguiu pensar em nada. Foi quando Val adormeceu que uma mágica se fez. A partir de então, mesmo dormindo, Val subia na colina mais alta das redondezas e emitia os sons mais bonitos que já se tinha ouvido. Também dormindo, os homens começavam a sonhar com coisas muito belas e acordavam com vontade de calçar centopéias, ajudar formigar e abelhas. Até hoje o som de Val ecoa mesmo sem ninguém saber, mesmo sem ela própria saber. É um som que sai direto do coração dela praqueles corações mais endurecidos. E ele tem um encanto que ninguém consegue explicar nem entender, só sentir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-4518369186860671306?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/4518369186860671306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=4518369186860671306&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4518369186860671306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4518369186860671306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/09/o-encanto-de-val.html' title='O encanto de Val'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sq5764hDUDI/AAAAAAAAAu8/TGZ93rsyrF0/s72-c/menina_esperan%25C3%25A7a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1978959379989180343</id><published>2009-08-17T10:03:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T10:10:26.060-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Janaína tava andando, com aquele vestidinho de algodão, leve, que deixava o vento tocar seu corpo e ia sentindo o sol quentinho lhe aquecer. Fazia tanto tempo que ela não sentia essa sensação de que o sol existe. Tinha ficado muito tempo em casa, por isso passou esse tempo triste. O sol lhe trazia a sensação de que a alegria existe, e ia preenchendo ela, e fazia ela se mover com mais vontade. O mundo parecia muito bonito nesses dias, o ônibus tava cheio porque todo mundo queria ir pra praia. Era tão bom ir pra praia! Ela lembrava quando era ela que fazia isso com as amigas. Passar o dia lá, tomando sol, sentindo a brisinha, conversando, tomando banho! E era de graça, por isso que era o passatempo predileto de tanta gente. O céu tava bem azulzinho, as nuvens bem desenhadinhas, em floquinhos. Ela começou a sentir a alegria de novo, tinha esquecido que ela existia, naqueles tempos de melancolia chuvosa, de só perceber tristeza nos rostos. Agora ela cantava com força e sorria, e dizia que queria se consumir como uma vela, era essa mesmo a sensação que ela tinha, ela sumia e sobrava luz. Ela voltou a lembrar também de quem ela era, lembrou que gostava muito de literatura, mas ao mesmo tempo sofria com isso, porque ela fazia com que ela só se sentisse feliz ou quando tava lendo ou escrevendo... e não sabia como resolver esse impasse.. Ultimamente também ela tava percebendo mais do que nunca a fluidez do mundo, tudo é aberto e você vai construindo. As pessoas é que estão muito acostumadas em ir pelo caminho mais fácil, de se inserir em caixinhas. Mas ela estava num caminho sem volta, a partir do momento que percebeu a existência das caixinhas não conseguia mais entrar em nenhuma delas. E isso a deixava meio perdida no mundo. Ao mesmo tempo que achava muito bonita a fluidez, a possibilidade de se construir aquilo que a gente quiser, também achava isso muito difícil, e não sabia se conseguiria. Aí pensava que seria muito mais fácil se ela nunca tivesse pensado em nada disso, viveria e pronto, como Alberto, sem pensar no porque das coisas. E ficava nessa dança, de querer entrar nesse mundo novo, cheio de mistério e de perceber como é difícil entrar nele.. Mas pelo menos agora se lembrava da existência da felicidade, isso ajudava um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1978959379989180343?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1978959379989180343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1978959379989180343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1978959379989180343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1978959379989180343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/08/janaina-tava-andando-com-aquele.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-3334364603935167464</id><published>2009-07-01T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T09:49:40.333-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>Pedra do Amor</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SkuTkXmdRbI/AAAAAAAAAsY/UNzXpfoRt04/s1600-h/pedra.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SkuTkXmdRbI/AAAAAAAAAsY/UNzXpfoRt04/s320/pedra.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353534835079857586" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um dia a gente tava ali sentado conversando e daqui a pouco reparamos numa pedrinha ali perto. Toda vez que a gente se reunia tava a pedrinha lá, no mesmo lugar. No começo a gente achava estranho, nunca tínhamos visto pedra igual. No primeiro dia que a vi tive uma raiva danada, fui passar e tropecei nela. Depois foi &lt;a href="http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/p-de-amanari.html"&gt;Amanari&lt;/a&gt; quem tropeçou. A gente não entendia o que ela tava fazendo ali. O único que parecia saber o mistério da pedra era &lt;a href="http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/feijaozinho-planta.html"&gt;FeiJãozinho&lt;/a&gt;. Afinal tinha sido ele quem a tinha colocado  ali. Mas, sempre que lhe perguntávamos sobre ela, ele respondia com um sorriso mais enigmático ainda.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O tempo passou e a pedra continuou lá. Mas, agora ela já tinha revelado um de seus segredos: era uma pedra mágica. Era só colocá-la na mão e fechar o punho bem apertadinho, pedir um desejo e pronto: a gente conseguia o doce mais gostoso, ou se teletransportava pra onde a gente quisesse. Aos poucos, a pedrinha ia revelando seus segredos. Descobri depois que ela era, na verdade, uma pedra-concha, se você encostasse o ouvido bem pertinho e se concentrasse, saíam dela os conselhos que você precisasse naquele momento. Saíam na forma de música, uma mistura de trompete, pífano e rabeca. E a pedra também sabia dançar! Acreditem se quiserem, mas, ao escutar qualquer som da mata, ela se lembrava de seus antepassados e dançava os folguedos mais bonitos que já se viu. Ela também tinha mania de organização, onde estivesse, o ambiente estaria com as coisas milimetricamente em seus lugares, isso até irritava um pouco às vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas, a principal característica da pedrinha era sua ousadia. Quando descobrimos o percurso que ela tinha feito para chegar ali tomamos um susto. Ela tinha nascido numa floresta enorme, onde tudo era aparentemente perfeito, harmonioso. Ela era um dos pedaços de uma rocha que saía do mar e era gigante, tão grande que chegava a tocar o céu. Um dia veio um vento muito forte e gerou a pedrinha. Só que a partir daí ela teve que aprender a se virar sozinha, distante de sua rocha-mãe. No começo, os irmãos dela a acompanhavam. Mas, logo, a pedrinha sentiu necessidade de se separar. Ela começou a querer encontrar outro lugar, onde se sentisse em casa de verdade. Ela enxergava além dos outros seres da floresta. Percebia que faltava alguma coisa ali, algo que para ela era essencial. Mas não sabia bem o que era, só tinha certeza que seu lugar não era ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Foi aí que ela teve uma idéia. No dia de seu aniversário, 29 de junho, quando o sol batesse o primeiro raio na superfície dela, ela teria o direito de fazer, pela primeira vez,para si mesma, os pedidos que sempre realizara pros outros até então. Assim, quando esse dia chegou, desejou com todas as suas forças encontrar outro lugar, onde as pessoas fossem iguais a ela. Não se sabe muito bem o que aconteceu, mas o fato foi que ela não se moveu do lugar. Não aconteceu nadinha, nadinha. Então, a pedrinha ficou muito triste. Mas mesmo assim não desistiu de realizar seu sonho. Sabia que todas as quartas-feiras passava um caminhão na floresta. Ele era bonito que só, todo colorido. A pedra-concha sempre tinha ficado intrigada com aquele carro enorme que sempre ecoava uma música bonita. Aí, ela esperou a quarta-feira chegar com a maior ansiedade do mundo. E ela chegou. Quando escutou o som do caminhão se aproximando lá de longe - pois seu ouvido de concha era bem apurado -, pegou uma carona com um passarinho amigo seu e entrou nele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Hoje a pedrinha não sabe bem se encontrou o lugar que procurava, e pode ser que ela nunca venha a saber. A única coisa que posso garantir a vocês é que ela consegue fazer muita gente feliz. Não com seus poderes mágicos de levar onde a gente quiser, de fazer aparecer pães sucos e comidas gostosas, mas, com algo que tá lá no fundo dela e que lhe deu seu sobrenome. Não contei até agora, mas o nome dela completo é Pedra do Amor. Seu pai, o vento, tinha lhe dado esse nome porque logo quando ela nasceu, ele percebeu de cara qual era o bichinho que a pedra-concha possuía lá dentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-3334364603935167464?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/3334364603935167464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=3334364603935167464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3334364603935167464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3334364603935167464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/07/pedra-do-amor.html' title='Pedra do Amor'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SkuTkXmdRbI/AAAAAAAAAsY/UNzXpfoRt04/s72-c/pedra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1281068932613973594</id><published>2009-06-22T19:26:00.000-07:00</published><updated>2009-06-22T19:28:10.049-07:00</updated><title type='text'>Hoje</title><content type='html'>"A sensação que me fica é a de uma frase que Rafaz uma vez me disse: “Muita vida pra caber em mim”. Acho que essa frase define o motivo da existência do projeto, do NEIMFA e do MABI. Parece que o que faz a gente querer continuar lá no Coque e tecer junto as nossas vidas é só porque a vida é tanta dentro da gente que ela teima em sair, não consegue ficar presa aqui dentro. E ela quer sair na forma de abraço, de sorriso, de palavras, de músicas".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1281068932613973594?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1281068932613973594/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1281068932613973594&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1281068932613973594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1281068932613973594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/06/hoje.html' title='Hoje'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-9117681300292797302</id><published>2009-05-24T15:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T15:17:23.631-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Viu uma estrela cadente e fez um pedido:&lt;br /&gt;queria não fazer mais ninguém sofrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-9117681300292797302?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/9117681300292797302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=9117681300292797302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/9117681300292797302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/9117681300292797302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/viu-uma-estrela-cadente-e-fez-um-pedido.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-4956748427944449662</id><published>2009-05-22T12:19:00.000-07:00</published><updated>2009-07-01T10:12:41.862-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criança'/><title type='text'>Criança escondida</title><content type='html'>&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Reflexões: a criança,o brinquedo e a educação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Walter Benjamin&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Já conhece todos os esconderijos da casa e retorna para eles como a um lugar onde se está seguro de encontrar tudo como antes. O coração palpita, ela prende a respiração. Aqui a criança está refugiada no mundo material. Este se lhe torna extraordinariamente nítido, acerca-se dela em silêncio. Somente o enforcado, no momento da execução, se dá conta do que significa cordas e madeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atrás do cortinado, a criança transforma-se, ela mesma em algo branco e que sopra como o vento, converte-se em fantasma. A mesa de jantar, debaixo da qual ela pôs-se de cócoras, deixa-a tranforma-se em ídolo de madeira em um templo onde as pernas talhadas são as quatro colunas. E por detrás de uma porta ela própria é porta, carrega-a consigo como uma pesada máscara e enfeitiçará, como um sacerdote mágico, todas as pessoas que entrarem desprevenidas. Por nenhum preço ela pode ser encontrada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ela faz caretas, dizem-lhe que basta o relógio bater as horas e a careta ficará para sempre. O que há de verdade nisso tudo, a criança sabe-o em seu esconderijo. Quem a descobrir pode fazê-la petrificar-se como ídolo debaixo da mesa, incrustrá-la para sempre como fantasma na cortina, bani-la pelo resto da vida na pesada porta. Por isso quando é tocada por aquele que a procura, a criança deixa escapar um forte grito o demônio que a transformaria, para que esta não a encontre - na verdade nem espera por esse momento, antecipa-se a ele com um grito de autolibertação. Por isso ela jamais se cansa da luta com o demônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A casa é o arsenal das máscaras. Contudo, uma vez por ano encontram-se presentes nos lugares mais secretos, nas órbitas vazias de seus olhos, na severa boca da casa. A mágica experiência torna-se ciência. A criança desencanta, como seu engenheiro, a sombria moradia dos pais e procura ovos de páscoa".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-4956748427944449662?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/4956748427944449662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=4956748427944449662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4956748427944449662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4956748427944449662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/crianca-escondida.html' title='Criança escondida'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-934601666199575603</id><published>2009-05-11T07:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-11T08:06:35.135-07:00</updated><title type='text'>Sonho.</title><content type='html'>Uma menina pergunta: “Tia, eu num posso ir pra lá não?” – Se refere à outra rua, de trás. “Não, acho que não pode não, porque acabou de ter uma briga aqui”. Então começo a lembrar da tal briga, que, surpreendentemente não me causou medo, eu apenas olhava de longe. Daí, então aparecem garotos vestidos com hábitos, são de alguma ordem místico-religiosa. Reconheço os rostos, são meninos que estudavam comigo no colégio, Bruno, que parecia o “chefe”, começa desajeitado, a fazer gestos como se estivesse a “benzer” o ambiente, o outro, Artuzinho estava tocando algum instrumento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Eu vestia uma camisa preta, não lembro bem o que tinha escrito nela, e segurava um mala. Qual não foi o meu medo quando apareceram homens também de preto, com máscaras horríveis no rosto, tentei me esconder pra que eles não percebessem que eu estava vestida com aquela camisa, afinal não sabia o que estava escrito nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou agora na rede, com Caio, Rafaz e mais um menino. A rede está toda escrita de caneta, não sei bem o quê. Ela também está rasgada. Começo a beijar o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou agora numa cobertura de um prédio antigo. De lá se vê muitos prédios e muitas luzes. Tem um telão na frente de parte da paisagem que reproduz imagens parecidas com as que se via na realidade. Uma criança com rosto de pessoa vivida se senta ao meu lado, e não diz nada, mas entendo o que ela me fala. Ela diz que é difícil conseguir enxergar tudo o que se vê quando a paisagem tem tantos elementos. Eu comento que isso é ainda mais difícil, quando se tem, além da paisagem, a televisão. Começamos a ver signos maya no computador e Lilian diz que é melhor olharmos em algum site da universidade, que seria mais sério. No céu aparecem uns discos dourados brilhantes. Estou deitada num chão meio molhado. Aparece uma menina e diz que tinha ido no show da noite anterior, que não tinha entrado, mas tinha encontrado as pessoas, ela é baixinha e veste uma saia jeans. O menino que havia me beijado na rede também diz que apareceu na frente do show, porque pegou o ônibus e o cobrador disse pra ele descer ali, ele pensava que tinha chegado em casa e desceu. Não tinha dinheiro pra entrar e não entrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estamos na escada, eu e Pedro Amador, dei a ele um pedaço de bolo de ameixa e um copo de leite. Ele diz que estava mesmo com fome, e que aquilo vai ser bom porque tem sustança. Eu pergunto, então se ele quer que eu pegue umas rosquinhas integrais e ele diz que aceita. “De que?” Ele responde algumas frutas de que não lembro o nome. Ele já está me esperando no carro. Eu desço, lembro que tinha esquecido meu óculos vermelho, tinha pego o preto. Subo para buscar, resolvo trocar de roupa, colocar uma saia mais fresquinha. Esvazio minha bolsa que tem muitos objetos tecnológicos: câmeras, mp3, celular. Lembro de pegar o cd de Novos Baianos que nem sabia que tinha aqui em casa, pergunto a Carol quem comprou, ela disse que tinha sido ela que tinha comprado a Michele, nunca ouvi falar dessa Michele. Desço as escadas e Pedro Amador tá vestido de mulher, a gente ia pra uma festa em que homens se vestiam de mulher e mulher de homem. Encontramos Gabi e Juliane na escada que tiram brincadeiras. Eu não tou vestida de homem, tou com uma blusa roxa e calça jeans que não tenho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-934601666199575603?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/934601666199575603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=934601666199575603&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/934601666199575603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/934601666199575603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/sonho.html' title='Sonho.'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-7045638267690540848</id><published>2009-05-09T14:16:00.001-07:00</published><updated>2009-07-01T10:14:49.402-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criança'/><title type='text'>Coisas de criança.</title><content type='html'>Tem coisa mais bonita do que você ser sorveteiro? Ela disse uma vez aos amigos, eles riram. Mas era mesmo. Profissão tão poética! Ela lá no balcão, esperando sua vez, a sorveteria lotada e ela rindo sozinha pensando nisso. Um vinha e dizia: “Eu quero um amor-perfeito” O outro: “Eu quero coco com morango”. Tudo bem que essa sorveteria não era a das mais comuns, tinha um bocado de sabor inventado, mas todas tem lá o seu quê serelepe.  (Existe palavra mais infantil que serelepe? A pessoa imagina logo um menininho pulando, ou então Rafaz se sacudindo daquele jeito engraçado que ela faz).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando, imagine você ser sorveteiro? A pessoa pergunta, você trabalha com quê? Ele: “ eu vendo menta com chocolate”, “amendoim com baunilha”. E as perguntas freqüentes de trabalho: “com casquinha ou sem casquinha?”. Bem diferente de: “Vai pagar no cartão ou à vista?’ Aí fiquei lá só observando aquele cara bem grandão, forte, segurando o sorvetinho, todo enfeitadinho e pensando nisso, ele percebeu e deu um sorriso em troca – eu, desconfiada que sou, penso que ele está retribuindo uma paquera fictícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo jeito é você ser pipoqueiro, e fazedor de algodão doce então!! O pipoqueiro vende pra criancinhas no parque, pra casais de namorados antes do cinema. E o que é a pipoca? O próprio nome pipoca já é engraçado! Acho que foi uma criança que inventou.E a pipoca em si também, “É um monte de nada”, como já dizia Xuxa! É comida pra fazer graça, pra deixar salzinho na boca. Do mesmo jeito é salgadinho, só serve pra você mastigar, mas no fim num fica nada, só uma melequinha salgada na sua boca. É igual a algodão doce. Só que o algodão doce é mais vistoso, chega dá gosto de olhar de bonito que é, tanto o do pauzinho, que a gente compra em shopping, quanto aqueles mesmo de saquinho que se vende na rua, que minha mãe sempre dizia que não ia comprar porque as pessoas que vendiam sopravam pra encher o saquinho. Nunca entendi direito esse motivo. Algodão doce parece nuvem! E aqueles pirulitos de cera, bem grandões que também vendia na praia? Grudava que só no dente mais a gente adorava. E maçã-do-amor? Sempre me encantou, tão bonita, brilhante que só. Quem será que inventou? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia tava pensando no sabor “tutti-frutti”, vi a quantidade de tês duplicados e elucubrei: “Essa palavra deve ser italiana, meu deus! Então tutti frutti quer dizer “todas as frutas”. Imagine só, um sabor que consegue reunir todas as frutas do mundo inteirinho? Só pode ser muito mágica mesmo. Mas no fim das contas ela tem gosto é de chiclete. Ou é o chiclete que tem gosto de todas as frutas? Mas no fim das contas num gosto não, ô gostinho enjoado! Lembrei de quando Gabi era pequena, que leu o rótulo do cigarro e começou a tirar eles todinhos da embalagem, aí a mãe dela perguntou o que ela tava fazendo e ela “Tem escrito aqui: contem, vinte cigarros, aí eu fui contar..”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-7045638267690540848?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/7045638267690540848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=7045638267690540848&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7045638267690540848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7045638267690540848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/coisas-de-crianca.html' title='Coisas de criança.'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2476858943364164939</id><published>2009-05-07T15:59:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:36:02.400-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Janaína hoje, diferentemente dos últimos dias, acordou cedo. Colocou o despertador justamente pra isso. Ela ia ver seu professor falar. Mas algo aconteceu que ela resolveu não ir mais, ela começou a ter pensamentos negativos e pensou que devia parar de tê-los. Então a menina ficou em casa, querendo limpar sua mente. E ficou e ficou, até que começou a relaxar. De tarde, ao falar com seus amigos, resolve que vai vê-los todos, a eles e ao professor. Quando chega começa a surgir nela um misto de sentimentos que ela não consegue explicar, tem vontade de chorar, escreve algumas linhas. Assiste a palestra. Vê muitas pessoas e fica desconcertada, alegre, insegura, segura, tudo ao mesmo tempo. Parece que ela tinha se desacostumado a ver gente. Agora só fazia ficar em casa ou ir pros mesmos lugares e ver as mesmas pessoas. Num sabia mais como era isso de ver um bocado de gente que ela num esperava. Conversa com seu amigo que tá triste, tem tantos amigos tristes! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai pra casa e não consegue se aquietar, tudo mexe lá dentro dela. Não sabe ao certo o que foi. Sente calor e frio, calor e frio. Não que ela um dia tenha duvidado da relação entre o físico, o espiritual e o pscológico, mas hoje sentiu bem na pele o fato, acha até que vai ter febre. Será que foi o que o professor disse? Ela sabe sim, que esse foi um dos elementos que a deixaram assim. Ele sempre falava muitas coisas que ela acreditava, e que mexiam muito com ela. E, ao ponto que ele falava ela ia reconhecendo os pontos em comum com o que estava lendo e deveria estar escrevendo, mas não conseguia. Parece que aquilo era tão certo pra ela, tão verdade e ela tinha tanta vontade de escrever tudo aquilo que não conseguia. Só ficava sonhando com o dia em que seu texto estivesse pronto, ia ser lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia desses tinha ido na livraria com o amigo. Pegou um livrinho e leu um conto. E se lembrou de como ler é bom. A literatura era mesmo a melhor coisa já tinham inventado! E era por isso mesmo que seu texto a deixava tão ansiosa, por que falava de literatura também. E quando você fala de coisas queridas, você sempre quer o melhor, por isso é tão difícil. Ela lá, sentada, e aquele outro mundo lhe entrando pelos olhos, percorrendo seu corpo todo, chegando até no coração. Era tão bonito isso. E o pensamento fazia cosquinhas de bonitinho que era. E foi assim que Janaína descobriu uma outra escritora, Ligia Fagundes Teles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2476858943364164939?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2476858943364164939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2476858943364164939&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2476858943364164939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2476858943364164939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/janaina-hoje-diferentemente-dos-ultimos.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-349054376294582138</id><published>2009-05-03T07:28:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:29:18.622-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>Feijãozinho-planta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sf2yHBR_m8I/AAAAAAAAAiA/5MA65S0vvtk/s1600-h/arvore.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 311px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sf2yHBR_m8I/AAAAAAAAAiA/5MA65S0vvtk/s320/arvore.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331613367549270978" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João é um amor que incrustou aqui dentrinho dentrinho de mim, que brilha, que faz cosquinhas e que me faz crescer também.Às vezes ele parece grande que só, parece um adulto, mas ele num é não, é criança também. Ele é uma criança louquinha, que faz "Rá" e imita cangaceiro. Mas quando é adulto diz coisas bonitas. Às vezes diz coisas que ninguém entende também, só ele.Ele é bonitinho que só, parece um feijãozinho mágico daqueles que vivem pulando. Um dia encontrei esse feijaõzinho e não quis mais que ele fosse embora não. Ele até já virou uma planta aqui dentro! Em cada galho tem um tipo de flor diferente, todas medicinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem alguma coisa que num me é estranha nessa história, um menino chamado João, que é uma semente de feijão e que vira uma planta... Parece com aquela historinha, mas nessa o menino vira ele próprio o pé de feijão e cresce é dentro das pessoas. E no que ele cresce, cada uma das flores medicinais tem o poder de curar o problema que a pessoa tiver naquele momento, é um remédio eterno pra qualquer tipo de doença! Tem uma que se chama “flor de abobrinha” que serve praquelas pessoas que são muito tristes, tem outra que o nome é “flor de chocolate”, é pras pessoas amargas, e tem uma também que é “flor de tartaruga”, que é pra acalmar... tem tantas quanta a sua imaginação puder criar. Elas são assim, brotam quando a pessoa inventa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas João-feijãozinho-planta num mora só em mim não, ele mora também dentro de um bocado de gente, uma dessas pessoas é Rafa-rouxinol. Ele acorda todo dia de manhã com vontade de cantar, mas só em francês, que ele é chique. Rafa é um passarinho muito do amoroso, todo dia trás um pouquinho de alpiste pra João comer. Pena que ele num gosta de alpiste, só toma água, vive fazendo jejum. Um dia Rafa-rouxinol teve uma idéia melhor, ia trazer um pedacinho de fita vermelha que ele tinha achado por aí pra ver se João queria amarrar no galho, era um enfeite bonito que só. Só que quando Rafa tava vindo com ela no bico, veio um passarinho enxerido e roubou a fitinha. Rafa, brabo que só ele foi atrás. Ele, que sabia usar muito bem a sua voz quando queria, dessa vez desafinou de propósito. Soltou tanto grito que o passarinho de enxerido passou logo a envergonhado, soltou a fitinha e foi-se embora pra nunca mais voltar! Rafa, orgulhoso, amarrou a fitinha no galho de João e disse: “Eu quero ver alguém tirar!’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra que tem João-feijãozinho-planta num vasinho branco lá pertinho do coração é Yvana-pica-pau. Essa daí é tão diferente dele que ninguém sabe como os dois se entendem, só sei que se entendem, e bem que só ainda mais. Yvana aprendeu a não mais bicar as árvores alheias, em respeito a seu amigo planta, enquanto ele, aprendeu com ela a se enraizar bem no chão pra nunca cair, mesmo que venha um vento muito forte! Os dois passaram a se dar tão bem que resolveram construir uma casa pra morar juntos! Yvana andou passeando lá pelas árvores que outro João mora, o João de barro, pra aprender a arte da construção. Toda vez ela aprende um pouquinho e vai lá contar pro amigo. E assim vão indo, a casa já ta quase pronta, vai ser inaugurada daqui a pouco, Rafa ta até organizando uma cantoria com os outros rouxinóis pra o esperado dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa vai ser num lugar chamado Coque, vai ficar do lado de outra que já tem lá, pra onde João gosta de ir, ela é toda colorida e gosta de cantar muito, tem uma voz bem grossa que ecoa por todo o Coque. Essa casa parece que tem um sol dentro, que espalha o calor e o brilho pelos arredores. Por isso que João quis construir a casa dele lá perto, pra juntar as energias boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João-feijãozinho-planta tá no coração de tanta gente que se for contar a história de todas num vai caber nesse texto não. Então, digo só que ele ta verdinho verdinho nos corações alheios, bem florido e com um poder curador que só vendo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-349054376294582138?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/349054376294582138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=349054376294582138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/349054376294582138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/349054376294582138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/feijaozinho-planta.html' title='Feijãozinho-planta'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/Sf2yHBR_m8I/AAAAAAAAAiA/5MA65S0vvtk/s72-c/arvore.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-3470363521741971769</id><published>2009-05-01T16:53:00.000-07:00</published><updated>2009-05-01T18:09:11.015-07:00</updated><title type='text'>Coisas que só Belch faz...</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As realmente ímpares:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol, quando você entrou em mim como um sol no quintal"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh meu coração lobo mau não aguenta"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quero a sessão de cinema das cinco&lt;br /&gt;Pra beijar a menina e levar a saudade&lt;br /&gt;Na camisa toda suja de batom"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente&lt;br /&gt;Tome um refrigerante, coma um cachorro-quente"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Foi por medo de avião&lt;br /&gt;Que eu segurei&lt;br /&gt;Pela primeira vez&lt;br /&gt;A tua mão"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha-me, oh, yes! oh, yes!&lt;br /&gt;Brasileiramente linda, oh, yes! oh, yes!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"a eletricidade desta cidade&lt;br /&gt;me dá vontade de gritar&lt;br /&gt;que apaixonado eu sou."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha normalista linda&lt;br /&gt;Ainda sou estudante&lt;br /&gt;Da vida que eu quero dar..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que é que eu posso fazer - um simples&lt;br /&gt;cantador das coisas do porão?"&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;As de gritar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ora direis, ouvir estrelas, certo perdeste o senso&lt;br /&gt;Eu vos direi no entanto:&lt;br /&gt;Enquanto houver espaço, corpo e tempo e algum modo de dizer não&lt;br /&gt;Eu canto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No Corcovado, quem abre os braços sou eu&lt;br /&gt;Copacabana, esta semana, o mar sou eu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No apartamento, oitavo andar&lt;br /&gt;Abro a vidraça e grito, grito quando o carro passa&lt;br /&gt;Teu infinito sou eu, sou eu, sou eu, sou eu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amar e mudar as coisas me interessa mais”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As bonitinhas:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E lágrima nos olhos de ler o Pessoa&lt;br /&gt;e de ver o verde da cana.."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Olha para o céu: tira o teu chapéu&lt;br /&gt;Pra quem fez a estrela nova - que nasceu"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Falou e disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E no escritório em que eu trabalho&lt;br /&gt;e fico rico, quanto mais eu multiplico&lt;br /&gt;Diminui o meu amor"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-3470363521741971769?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/3470363521741971769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=3470363521741971769&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3470363521741971769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3470363521741971769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/05/coisas-que-so-belch-faz.html' title='Coisas que só Belch faz...'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1274896344219502916</id><published>2009-04-24T16:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:36:02.400-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>As janelinhas  de Janaína</title><content type='html'>Fazia alguns dias que Janaína acordava sempre com um vazio lá dentro, não sabia ao certo o que era, tentava de tudo e nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ela começou mesmo a perceber o que vinha ocorrendo quando voltou a escutar Caetano, se teve uma coisa que mexeu com ela, foi quando o escutou dizer: "Eu sentia a alegria por Gil existir, por ele ser preto, por ele ser ele". A forma como ele se remeteu ao amigo emocionou a menina, desse jeito que só as palavras conseguem fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, ela percebeu o que era: era de falta de poesia que ela vinha sofrendo... Sua amiga, sua Gil, com quem vivia momentos que eram poesias materializadas, não estava aqui. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, finalmente a menina se deu conta que precisava ler urgentemente. Utilizou de todos os meios possíveis, recorreu àqueles que costumava ler antes, juntou todos num lugar só, de forma que conseguisse acompanhá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E assim vem fazendo desde então, e tem sido bom pra ela. Entre uma pausa e outra, vai aqui, ali, nas janelas alheias e lê um pouquinho das pessoas. Ela gosta disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns a fazem rir de engraçados que são, outros, rir da beleza de certas coisas, outros ela gosta pela ousadia das invenções daqueles que praticam a literatura radicalmente - ou seja, criação em último grau de abstração, outros ainda falam pelo sentir, um sentir diferente do que a menina tá acostumada, e que ela gosta justamente por causa disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com um dos donos dessas janelinhas, a menina inclusive fez um trato “Eu te leio, e tu me lê”, então não podia descumprir, afinal trato é trato! Assim, tinha um motivo a mais pra escrever a sua própria janelinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se sentia até um pouco pressionada por um deles, que falava mal de quem demorava a atualizar sua janelinha! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela só resolvia mesmo escrever quando tava comendo pão com bem muito queijo (percebendo como queijo é gostoso!!), com os olhos parados, daquele jeito que se olha e não se olha ao mesmo tempo para algum lugar, e pensava: “É, até que eu podia parar e escrever que queijo é tão bom”, aí ia lá e escrevia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela tava falando mesmo era da poesia, pois é, mas quando ela fala a palavra poesia, ela quer dizer não só aquele tipo de texto, como também aquela substância fluídica que está presente em algumas coisas – se bem que agora ela pensa: tá presente nas coisas, ou são as pessoas, que a partir da relação que estabelecem com elas, criam essa poesia? E conclui, está sim presente nas coisas, mas pra percebê-las tem que se entrar na sua sintonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era assim que funcionava, se algo tinha uma freqüência “b” e você estivesse na “a”, nada feito, nada de poesia. E pensava agora, será que existem pessoas que tem, definitivamente uma freqüência “b”, e que nunca sentiriam nada que estivesse na “a”? E desistiu de pensar isso, porque tava muito chato esse pensamento, parecia até matemática! Abraão – meu querido e eterno professor da matéria - que me perdoe, mas é chatinho  brincar com as letras desse jeito! Prefiro juntar “a” com “b” e com outras letras mais e formar “abraço”, bem melhor! Letras, que juntas despertam uma sensação boa de conforto, de carinho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar de Abraão agora, lembrou-a de sua ida ao Aplicação – sua antiga Hogwarts – foi lá, passou pelos corredores, olhou os professores pelos vidrinhos das portas, estavam lá daquele mesmo jeito, Marcos, cara de desavergonhado, Marta, séria, sisuda. Olhava praquelas crianças, lembrando que um dia tinha sido uma daquelas. Lá, parecia que tinha entrado numa outra atmosfera, esqueceu de tudo que tinha pra fazer, e ficou ali, rindo e olhando o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janaína não chegou a ficar triste com a visita, com aquele sentimento de saudosismo que às vezes se tem em situações como essa. E ela sabia bem o porquê: já tinha uma nova Hogwarts. E nesse mesmo dia foi lá. A fazia tão bem aquele lugar, lá era poesia respirante – roubando essa expressão de algum lugar que li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou, então, de quando ele fez uma cara séria, engrossou a voz, e falou de quando ele não estivesse mais lá. Não tinha forma mais perturbadora do que terminar desta forma. E fomos embora, levando aquele dizer lá dentro, pesado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1274896344219502916?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1274896344219502916/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1274896344219502916&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1274896344219502916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1274896344219502916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/04/as-janelinhas-de-janaina.html' title='As janelinhas  de Janaína'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6104461749911223507</id><published>2009-04-19T16:35:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T07:08:15.633-07:00</updated><title type='text'>Um balanço</title><content type='html'>Estive por esses dias olhando meus textos antigos deste mesmo blog e me dei conta de como eles são realmente antigos, já têm dois anos!! E me surpreendi também por perceber como eu mudei meu jeito de escrever (pode ser até que só eu ache que houve uma mudança, que rafael e gustavo continuem a achar piegas, déia, val e altiere ainda gostem, ou pode até ser que mesmo tendo realmente mudado eles todos continuem achando a mesma coisa, ou não - eita parenteses grande da pinóia!). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi uma sensação meio estranha, parar e pensar como você era, eu era tão triste e melancólica! Cheguei a duvidar que aquela fosse eu mesma, mas aí lembrei de como escrevia cada um daqueles textos, lembro bem de cada um deles, cada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E gostei muito de alguns deles, então fiquei pensando em como a tristeza e a melancolia são boas ferramentas pra se escrever! A inspiração sempre vinha, quando eu estava nesses momentos, na praia, sozinha, olhando os pescadores e me sentindo vazia, andando pelas ruas desertas de domingo, puxando pela memória coisas que eram boas e que você não tinha mais... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor não compartilhado é bem importante pra esses momentos, percebi isso quando me dei conta que quando não estava namorando escrevia bem mais - quer dizer, eu ainda escrevia - e agora que acabei, foi tiro e queda, voltei a escrever, voltei a passar horas no msn etc etc etc. Mas ainda não cheguei na fase melancólica, por isso que esse texto não tá saindo bom! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que eu ainda vou voltar a ser daquele jeito, penso agora, será que ainda vou ter inspiração? Porque fico achando que hoje tou bem mais bem resolvida do que naquela época, faço coisas que me preenchem, que me dão energia e vontade de fazê-las pelo resto da minha vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí tava conversando com um amigo ontem - isso foi uma coisa que eu percebi nos textos antigos também, eu sempre me refiro a amigos e nunca digo quem são - enfim, falava pra ele que os escritores e os artistas em geral num pode sem muito bem resolvidos não, a arte precisa de sofrimento, de paixão, de emoção. Principalmente eu, que num gosto muito de textos que são mais racionais, objetivos.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo comecei a pensar que os textos que escrevi ultimamente têm sido em dedicação de algum amigo (mentira, todos são pra amigas), falo do carinho que sinto por elas, com exceção do último, que fala de algo que vivi, só que essas situações que me dão vontade de contar estão cada vez mais raras – acho que vou começar a freqüentar mercados públicos, andar mais de táxi, ir pra botecos esculhambados, pra ver se encontro com as figuras que Samarone encontra.. Porque se for escrever texto só pras amigas, chega uma hora que elas acabam e aí? Por sinal tou devendo texto pra algumas ainda, mas vão sair, tenho fé! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fico nessa dualidade, que é uma constante na minha vida ultimamente, estar bem resolvida é bom e tal, mas perco um pouco do meu contato com a literatura; ao mesmo tempo sofrer é ruim, mas me deixa tão viva! Tava pensando nisso em relação à paixão mesmo, isso antes de ver Romance – que por sinal me identifiquei muito – que pra se apaixonar é preciso sofrer! Sim, porque se apaixonar é criar uma pessoa que não existe, criar uma imagem e querer ter ela pra você, só que você sofre porque essa imagem num corresponde à realidade. Aí Rafaz diz: Help, acho que tu é que ta criando uma representação errada da paixão. Será? Eu penso que não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num tem saída, se apaixonar é criar, do mesmo jeito que só se cria se apaixonando! Mas também não acho que tenha nada de errado em criar, afinal, a partir do momento que você criou algo aquilo se tornou real, mesmo que só pra você. Só que as pessoas têm mania de achar que o criado é inferior aquilo que consideram o “real”. Pra mim criar é bem real! E o real pode num ser tão determinante quanto parece. (Isso já ta parecendo meu TCC, que por sinal num tou escrevendo pra escrever aqui...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembrei de uma frase em que pensei hoje enquanto lavava os pratos: “Os artistas ao fazer arte nada mais fazem do que brincar, igualzinho às crianças”. Pensei isso quando estava questionando o papel da arte e cheguei à conclusão, meio a contragosto, que ela não precisa mesmo ter papel.. Porque se eu defendo que as brincadeiras das crianças num devem ter outro motivo senão brincar, como vou querer que os artistas não façam o mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não conclui o texto porque não cheguei mesmo a uma conclusão, literatura +paixão + sofrer ou tranqüilidade – literatura – paixão? Ó céus!! ihihhi&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6104461749911223507?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6104461749911223507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6104461749911223507&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6104461749911223507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6104461749911223507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/04/um-balanco.html' title='Um balanço'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-5836631922919668302</id><published>2009-04-05T11:40:00.001-07:00</published><updated>2009-07-01T10:15:24.201-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criança'/><title type='text'>Na praia.</title><content type='html'>Acordei lembrando do sonho que tive com duas meninas bem pequenininhas, lá do Coque, uma negrinha espevitada, dos olhos redondos e cabelo cacheadinho com xuquinha; e a outra galeguinha, de um sorriso lindo e bochechinhas salientes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas ficavam subindo nas minhas costas, do mesmo jeito que fazem lá na biblioteca. É só você chegar lá e elas correm pra você te abraçando e dizendo “tia, tia”. Toda vez que me lembro da &lt;a href="http://bpcoque.wordpress.com/"&gt;biblioteca&lt;/a&gt; elas duas são a primeira imagem que me vem, elas parecem ter muito carinho pra dar, passam o dia inteiro abraçadas em você se puderem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro um dia que a galeguinha olhou pra mim e disse: “Tia, se você num me der bombom num vou gostar de você mais não”, quem disse que isso aconteceu? Num dei o bombom (porque não tava na hora do lanche ainda) e ela continuou a me tratar do mesmo jeito nas outras vezes que fui à biblioteca! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito bonito perceber como ela tem crescido e aprendido coisas ali, acho que em grande parte com as outras crianças, parece uma criança grande! Esperta que só! Mas bem criança também, na hora de brincar de “estátua”, no olhar encantado pra uma simples cartolina voando! Num pode tocar uma batuque que ela ta lá se sacudindo. Linda, linda, a buchudinha! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a negrinha é uma menininha cheia de personalidade. É muito engraçado de ver, como ela tão novinha, tem tanta personalidade! Ela  é meio despirocadinha. Lá na biblioteca, quando eu pedia pra os meninos fazerem alguma coisa complicada pra idade deles, eles ficavam pedindo pra eu fazer, dizendo que não sabiam. Mas ela não, ela fazia mesmo assim, mesmo sem saber! Admiro muito essa ousadia que ela parece ter pras coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Então, tudo isso pra dizer que sonhei com as duas. Acordo, olho o sol e me dá uma vontade tão grande de ir pra praia! O dia tava com cara de praia. Ligo pras meninas e elas topam. Cheguei antes de todas, tô andando pelo calçadão de Boa Viagem e vejo, sentado no calçadão, um menino conhecido, ele me olhava também me reconhecendo, quando vi era um dos meninos da biblioteca! Fiquei alegre de vê-lo ali, me aproximei passei a mão na cabeça dele, dei um sorriso e ele “É a tia da biblioteca, olha!” –pra o irmãozinho menor dele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maiorzinho, esperto e um menino muito bom, que gosta de desenhar; o  outro, lindo, olhinhos mel, redondinhos. Só me lembro dele com um macacãozinho azul que ele tava uma vez lá no Coque, parecia o macacão das “crianças perdidas” de Peter Pan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tavam os dois e uma menina galega, da qual eu não conseguia ver o rosto, já que ela tava toda torta, deitada, dormindo, com uma caixa de chiclete nas mãos. Os outros dois não pareciam preocupados em vender nada. Comiam biscoito e contavam umas moedas dizendo: “Eu quero dois moranguinhos e dois cafezinhos”. Aí o menor, dizia “Dá pra quê essas moedas?” O outro, mesmo pequeninho sabia fazer os cálculos, pensava um pouquinho e respondia: “Dois cafezinhos, dois moranguinhos e um big big”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora perguntei, sem entender nada do que eles tavam falando e espantada: “Vocês gostam de cafe?" Aí eles responderam que tavam falando de bombons!O maior, parecendo um adulto que cuidava do irmão, foi lá e comprou os confeitos e voltou com a mãozinha cheia, dando pro pequeno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa mesma hora, um homem, que estava sentado num quiosque, e vinha observando perguntou: “Você conhece eles?” Eu sorri como resposta e balancei a cabeça fazendo que sim, meio desconfiada, se ele tava me paquerando ou não. Então, ele comprou um salgado e uma coca pra cada um dos meninos. O maior, disse pro outro: “Ela deve tá com fome”, foi lá e cutucou a irmã, quase enfiando o salgado na boca dela. Foi uma coisa linda de se ver, o irmão, tão pequeninho cuidando da irmã maior. Ela, meio zonza, parecia fraca mesmo, percebeu a situação e foi até o homem, silenciosa, mas daquele jeito que se percebe que ela está pedindo. Parece até um jeito que se aprende com o tempo, que os meninos menores ainda não tinham. Então, ela conseguiu o lanche e foi lá comer junto com os outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os meninos comiam, comiam, já estavam de bucho cheio, aquelas barriguinhas pequenininhas num pareciam caber uma lata inteira de coca-cola! O maior começou a brincar com o refrigerante , e a dizer que o mar é feito de guaraná!!!Só que o guaraná tava salgado, por isso que ele num bebia. Disse também que queria que a areia da praia fosse de guaraná, que se fosse ele ia lamber tudinho! Ele e o outro começaram a viajar na maionese, dizendo que num sei o quê tinha uma cabeça preta, e que na imaginação dele era uma cabeça de banana! Depois, as meninas chegaram e fomos para a areia, nos despedimos dos meninos e eles ficaram lá, esperando a mãe que tava vendendo amendoim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quando chegamos na areia quem estava lá?As duas meninas com quem sonhei!!!! Fui lá e dei um abraço bem bom nelas, e um beijo! As duas estavam com coisa na mão pra vender, e perguntavam se a gente queria comprar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senti algo tão ruim! Era uma situação tão diferente da que a gente tava acostumado a viver com elas! Na biblioteca, elas só dizem “tia” e abraçam. Ali, elas também fizeram isso, mas logo depois perguntavam se a gente tinha “dez”, se a gente queria comprar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A galeguinha, apesar de também pedir, parecia mais livre disso, pedia num segundo e em outro estava sorrindo, parecendo ter esquecido mesmo do que pedira, parecia uma frase vazia que ela aprendeu a repetir “Me dá dez,” esticando a mãozinha encurvada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já, a negrinha parecia bem diferente ali, naquele ambiente, como se já tivesse introjetado a lógica adulta da responsabilidade. Corria pra lá e pra cá oferecendo seus chicletes, toda sujinha de areia. As pessoas achavam mais graça, do que queriam comprar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Fiquei tão pensativa nesse dia, tanta coisa aconteceu assim, de repente. Um dia normal de praia tinha se transformado num encontro assim, que balança a gente, que faz pensar na vida, que deixa triste e feliz ao mesmo tempo. Triste pela situação de ver crianças tão pequenas vendendo, pedindo. E feliz pela inocência que criança tem, que é bonito de ver, pela imaginação solta, pela presença forte de vida que criança representa!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-5836631922919668302?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/5836631922919668302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=5836631922919668302&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5836631922919668302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5836631922919668302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/04/na-praia_3290.html' title='Na praia.'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8408065252420846861</id><published>2009-03-31T17:10:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T14:57:10.639-07:00</updated><title type='text'>Elas.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTYqfcNmoI/AAAAAAAAAhw/eObvX3J83TM/s1600-h/240.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTYqfcNmoI/AAAAAAAAAhw/eObvX3J83TM/s320/240.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329122483592075906" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Elas sentadas no laguinho, na árvore delas, descobrindo Pessoa, correndo atrás das pessoas e recitando, chupando picolé de coco e de amendoim, gritando “não à coca-cola”, riscando na camisa “Abaixo essa sociedade capitalista e dominadora”, trocando bilhetinhos poéticos nas aulas chatas, querendo fundar uma comunidade alternativa, entrando juntas no banheiro e se fingindo de lésbicas, chorando juntas a dor e a poesia do mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas na rede gritando músicas, loucas, dançando macumba no quintal, relembrando velhos pagodes, se vestindo de Doces Bárbaros, ligando uma pra outra dizendo uma poesia ou colocando uma música e desligando, passando uma hora ou mais no telefone, conversando até a madrugada, ela botando a rede nas costas e imitando o amigo de classe, a outra choramingando suas paixões efêmeras, ela contando as histórias nos mínimos detalhes e emocionando a outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas brigando sem fim, dizendo puta que pariu no telefone, ficando de saco cheio uma da outra, discutindo relação na frente de todo mundo. Elas cada uma em uma cabine do banheiro do planetário fazendo as pazes, cada uma em um país conversando pela internet. Elas se chamando de nerd, de xuxu, falando a linguagem do coração, dando abraço forte que só. Elas dormindo com uma roncando e a outra miando pra ela parar de roncar. Uma alta e a outra baixa, uma calma e a outra forte, uma morena escura e a outra “morena clara”, uma dos cabelos cacheados e a outra lisos, uma dos olhos pequenos, a outra grandes. Uma falando de como tudo é espiritual e a outra só escutando ressabiada, uma cantando Los Hermanos e a outra de saco cheio, uma marxista e a outra anarquista. Uma severa e a outra de coração mole. Uma Virginia Woolf, a outra Clarice Lispector, uma yoga, a outra muay thai, uma carnaval, a outra cinema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8408065252420846861?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8408065252420846861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8408065252420846861&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8408065252420846861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8408065252420846861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2009/03/elas.html' title='Elas.'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTYqfcNmoI/AAAAAAAAAhw/eObvX3J83TM/s72-c/240.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1057754554950052098</id><published>2008-12-30T08:12:00.000-08:00</published><updated>2009-05-24T07:29:18.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>No jardim.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTXr-VDLGI/AAAAAAAAAho/V31merM1C2g/s1600-h/OgAAAMpkJkfom5-sGxWTf8VNtRu6cHNo1alCn-T5QR6UhZTj9MLsJTYy7QAoKjZSLAfW0amB36GEBHgCSkG77L5LJ0UAm1T1UA2E-CkBwQ0SKaDqhYIQYstzqHy7.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTXr-VDLGI/AAAAAAAAAho/V31merM1C2g/s320/OgAAAMpkJkfom5-sGxWTf8VNtRu6cHNo1alCn-T5QR6UhZTj9MLsJTYy7QAoKjZSLAfW0amB36GEBHgCSkG77L5LJ0UAm1T1UA2E-CkBwQ0SKaDqhYIQYstzqHy7.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329121409551772770" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Num jardim não muito distante daqui mora Carol, lá pras bandas de Olinda. Ela não vive só, tudo o que faz compartilha com sua família, Elizete, sua mãe e Amanda, sua irmã. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol mora na frente de uma casa bem bonita, toda colorida, onde bate o ventinho do mar. Ela mora em frente à casa? Éee. Carol, sua mãe e sua irmã são três flores, que, faz algum tempo moram ali, ao lado de lagartos formigas e outros bichinhos do jardim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São três girassóis, três flores que guiam suas vidas pelos raios do sol. Carol é forte que só vendo, venham tirar ela dali, do lado de sua família e de debaixo do sol pra ver o que acontece! Mas ela também é bem doce, perfumada e iluminada, com suas pétalas grandes, amarelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A felicidade maior que Carol teve foi quando Amanda derrubou uma sementinha no chão, e, não se sabe como, nasceu uma borboletinha linda, o nome dela é Juju. Juju adora pular de florzinha em florzinha e sacudir suas asinhas que ela aprendeu a pouco tempo a bater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elizete, o maior dos girassóis desse jardim também ficou muito encantada com o acontecido. Ela vai deixar Juju, mesmo não sendo um girassol, igualzinha às filhas, assim, fortes e radiantes. Muito da firmeza de Carol veio dela, de Elizete. Ela tem as raízes bem fincadas no chão e ensinou muito a suas filhas dos caminhos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já Amanda ensinou a Carol como ser feliz dançando. Acredite se quiser, mas Amanda é sim um girassol dançante! Desses difíceis de achar, mas que quando encontrados deve-se dar muito valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela dança e leva todas as tristezas bem pra longe, a cada movimento seu, o ambiente, de escuro passa a ficar clarinho clarinho, tão branco que chega a doer nos olhos. Amanda também tem a habilidade de fazer tudo o que você conseguir imaginar com o papel, ela consegue imitar todos os animaizinhos e plantas do jardim com suas réplicas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Carol não fica por menos, mas tem uma outra mania, a de pintar. Já pintou quase todo o jardim. Lá tem árvores de todas as cores, verde, rosa, amarela. Carol também desenha florzinhas onde não tem. Chega até a confundir as abelhas coitadas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que Carol gosta mesmo é de desenhar arco-íris. Uma vez viu um no céu e achou tão bonito todas aquelas cores juntas. Ela que tanto gostava de pintar descobriu naquele dia cores que nem imaginava que existiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então é isso que Carol faz. Ela pede emprestado a cada flor, a cada bichinho do jardim, uma pétala, uma casquinha dos insetos quando eles as trocam, pra fazer suas tintas. E assim, ela sai por todos os cantos pintando arco-íris e dando a dimensão da beleza das cores para quanto mais gente, bicho, planta puder ver!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1057754554950052098?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1057754554950052098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1057754554950052098&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1057754554950052098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1057754554950052098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/12/no-jardim.html' title='No jardim.'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTXr-VDLGI/AAAAAAAAAho/V31merM1C2g/s72-c/OgAAAMpkJkfom5-sGxWTf8VNtRu6cHNo1alCn-T5QR6UhZTj9MLsJTYy7QAoKjZSLAfW0amB36GEBHgCSkG77L5LJ0UAm1T1UA2E-CkBwQ0SKaDqhYIQYstzqHy7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-7014397922433141622</id><published>2008-12-17T06:12:00.000-08:00</published><updated>2008-12-17T06:14:25.385-08:00</updated><title type='text'>trechos de "A insustentável leveza do ser"</title><content type='html'>"Tereza sabe que é mais ou menos assim o instante em que nasce o amor: a mulher não resiste a voz que chama sua alma amedrontada; o homem não resiste à mulher cuja alma se torna atenta à sua voz".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Aquilo que o “eu” tem de único se esconde exatamente naquilo que o ser humano tem de inimaginável. Só podemos imaginar aquilo que é idêntico em todos os seres humanos, aquilo que lhes é comum. O “eu” individual é aquilo que se distingue do geral, portanto aquilo que não se deixa adivinhar nem calcular antecipadamente, aquilo que precisa ser desvelado, descoberto e conquistado do outro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Todos nós temos a necessidade de ser olhados. Podemos ser classificados em quatro categorias, segundo o tipo de olhar sob o qual queremos viver.&lt;br /&gt;A primeira procura o olhar de um número infinito de pessoas anônimas, em outras palavras, o olhar do público (...)&lt;br /&gt;Na segunda categoria estão aqueles que não podem viver sem ser o foco de numerosos olhares familiares. São os incansáveis organizadores de coquetéis e jantares, mais felizes do que os da primeira categoria, que quando perdem seu público imaginam que a luz se apagou na sala de suas vidas. É o que acontece a todos, mais dia menos dia (...)&lt;br /&gt;Vem em seguida a terceira categoria, aqueles que têm necessidade de viver sob o olhar do ser amado. A situação destas pessoas é tão perigosa quanto a daquelas da primeira categoria. Basta que os olhos do ser amado se fechem para que a sala fique mergulhada na escuridão (...)&lt;br /&gt;Por fim existe a quarta categoria, a mais rara, a daqueles que vivem sob o olhar imaginário dos ausentes. São os sonhadores".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-7014397922433141622?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/7014397922433141622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=7014397922433141622&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7014397922433141622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7014397922433141622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/12/trechos-de-insustentvel-leveza-do-ser.html' title='trechos de &quot;A insustentável leveza do ser&quot;'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-511806910407899991</id><published>2008-09-10T11:16:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:29:18.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>Pó de Amanari</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTVX-yx2kI/AAAAAAAAAhY/HMFG9SJAVIQ/s1600-h/OgAAAGOOSrun-2J-iehGfTk9jrP3mcPCwcGHFQHobJ6XHqpp_dGZEmsrCi78g4dxw5tRNVoaHoCIMVNnpS-o2KlGGk0Am1T1ULJq6zzRGdVBAphY2bnzaqgXDAlw.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 265px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTVX-yx2kI/AAAAAAAAAhY/HMFG9SJAVIQ/s320/OgAAAGOOSrun-2J-iehGfTk9jrP3mcPCwcGHFQHobJ6XHqpp_dGZEmsrCi78g4dxw5tRNVoaHoCIMVNnpS-o2KlGGk0Am1T1ULJq6zzRGdVBAphY2bnzaqgXDAlw.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329118867055827522" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quando Amanari nasceu ela era bochechudinha e risonha. Áurea, a boleira só faltou morrer de tanta felicidade. Seu primeiro filho era uma menina branquinha, de cabelinho preto preto. O pai, Roberto da granja disse logo ao saber que era uma menina: “Essa aí vai ser freira!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Amanari foi crescendo, crescendo até que começou a falar. Áurea não podia passar mais vexame que agora. A menina tinha nascido com a língua solta. Ninguém a segurava de falar a verdade. Chegava uma pessoa e dizia: “Ô Áurea, tá bonito meu vestido novo”? A menina nem esperava a mãe responder. Ia logo dizendo: “A senhora ficou gorda com ele”. Que era verdade era, mas a verdade dói de vez em quando. Um dia fez até o pai perder freguês: “Ô moço, a galinha na venda da esquina tá mais barata” - Desde pequena a menina tinha convivido com a criação de galinhas do pai. Cedinho escutava o galo cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina achava muito natural ser como era, afinal nunca tinha sido de outro jeito! Só que quando entrou na escola tomou um susto: ela começou a perceber que as pessoas enganavam umas as outras. Foi uma grande decepção para Amanari a nova descoberta. Conheceu a mentira. Ela ainda não conseguia entender direito como era que isso funcionava. Não conseguia ela mesma mentir. Não sentia na pele o que era isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a nova descoberta não tardou a acontecer. Um dia saiu da sala e deixou seu pirulito enorme, todo colorido, que seu Roberto tinha dado a ela. Quando voltou cadê? O canto mais limpo. Ficou chateada, mas depois esqueceu do que tinha acontecido. Mais tarde, quando abriu a bolsa da colega para pegar uma borracha emprestada, tomou um susto! O pirulito estava lá, metade comido! Ainda pensou: “Desgraçada, se fosse pra comer que tivesse comido inteiro, só assim eu num tinha raiva!”. Depois desse dia Amanari percebeu que já não era tão criança, tinha agora sentido a mentira de perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade da menina esta atrelada a um outro sentimento, o senso ético. Ela era sempre coerente. Não existia nada que fizesse que alguém pudesse dizer que ela estava contrariando aquilo que ela mesma entendia como justo. Teve até um briga com a mãe um dia por causa disso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era seu aniversário e a tia tinha lhe dado um tecido. Ela olhou bem pra aquilo e disse: “A senhora pode ficar com ele. Eu não quero não”. Pra a menina aquilo era muito normal. Se ela não ia usar o tecido não era melhor que ficasse com a tia que iria usá-lo? Ficariam felizes as duas. Mas a mãe e principalmente a tia, achou aquilo uma desfeita! Então dona Áurea foi lá e disse: “ Minha filha, tem certas situações que a gente precisa mentir um pouquinho”. E ela achou aquilo muito feio. Se ela tinha lhe ensinado a não mentir não mentiria nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O divertimento da menina era ir ao jardim cheirar as flores. Mas não as arrancava para sentir melhor o cheiro como muitos fazem e nem deixava que ninguém fizesse isso! Achava muito injusto arrancar as pobrezinhas. Se cada um que chegasse arrancasse uma, outras pessoas iam ficar privadas de sentir o cheiro e a história que cada uma delas guardava. Era verdade. Quando Amanari começava a sentir o cheiro de uma flor, uma historinha ia crescendo na sua cabeça e ia florescendo, florescendo. E ela tinha que contar pra alguém, se não as historinhas num paravam nunca de crescer. Então, quando chegava no colégio, contava pra todos os coleguinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade de Amanari não estava só nas palavras, estava nas ações também. Um dia ela inventou um beijo novo. Chegou para Abraão, seu professor de matemática (que era daqueles professores que é turrão e legal, chato e bonzinho ao mesmo tempo) e não pensou duas vezes, tascou-lhe um na bochecha.  Não queria saber se o professor se sentia envergonhado ou não com a situação. Ela não se sentia. Não conseguia se segurar, viu o professor e a vontade foi crescendo tanto que teve que dar o beijo. Outro dia foi com o professor Tarcísio. Ela o viu andando meio triste e chegou dizendo: “Bonita camisa professor”. Arrancou-lhe um sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agia de acordo com o que sentia. Não escondia nada de ninguém. Uns ficavam com raiva, diziam que ela era chata porque não conseguia esconder quando não estava bem. Outros percebiam a importância da menina. Em inúmeras situações ela era a única que conseguia falar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, quando as mães fazem seus bebês botam um pouquinho de Pó de Amanari nas receitas pra as crianças ficarem mais verdadeiras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-511806910407899991?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/511806910407899991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=511806910407899991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/511806910407899991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/511806910407899991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/p-de-amanari.html' title='Pó de Amanari'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTVX-yx2kI/AAAAAAAAAhY/HMFG9SJAVIQ/s72-c/OgAAAGOOSrun-2J-iehGfTk9jrP3mcPCwcGHFQHobJ6XHqpp_dGZEmsrCi78g4dxw5tRNVoaHoCIMVNnpS-o2KlGGk0Am1T1ULJq6zzRGdVBAphY2bnzaqgXDAlw.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6743403966055102919</id><published>2008-09-10T11:15:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:29:18.623-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Historinhas de dentro'/><title type='text'>Celesnah</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTWyABd6mI/AAAAAAAAAhg/ak-L6K93rLY/s1600-h/OAAAACAwju9qQcdtqgz-abcHNx1PUqHnJzKepnWo4ZQWGg05-v9zhvXFhIn_cpR65I3Ch9ZYEm4_zxDqls6QYVQRRMkAm1T1UNmZQQ05zIZsrYkYZoBGGyhx0hV6.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 309px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTWyABd6mI/AAAAAAAAAhg/ak-L6K93rLY/s320/OAAAACAwju9qQcdtqgz-abcHNx1PUqHnJzKepnWo4ZQWGg05-v9zhvXFhIn_cpR65I3Ch9ZYEm4_zxDqls6QYVQRRMkAm1T1UNmZQQ05zIZsrYkYZoBGGyhx0hV6.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329120413574097506" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma menina lourinha, de cabelos encaracolados e olhos redondos, chamada Celesnah. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde muito pequena a menina percebeu que era diferente de seus amiguinhos, quando ela estava muito feliz ficava toda brilhante, saíam raios por todas as partes do seu corpo. Uns brincavam que ela tinha engolido uma estrela cadente, outros que a menina era, na verdade, um vaga-lume disfarçado. E ela, nada sabia do porquê de ser assim. Ela nem mesmo acreditava que tivesse tanta luz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O pai da menina era um homem a frente de seu tempo. Ele tinha fabricado uma maquina fantástica que fazia cópias de tudo aquilo que ele via! A menina sempre quis mexer nela, mas ele não deixava. Escondia o olhoscópio a sete chaves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celesnah tinha herdado a mania do pai de enxergar o mundo com olhos diferentes do comum. Se tinha uma coisa que ela gostava de fazer era olhar pelo buraco da fechadura. Achava bonita aquela forma de ver o mundo com moldura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia seu avô, que sabia do divertimento da menina, pegou uma fechadura velha que tinha e pou, deu a ela. Afinal de contas a mania já havia criado constrangimentos! Celesnah nunca tinha ficado tão entusiasmada. Agora podia olhar o mundo todo com sua fechadura móvel. E saía palas ruas e parques. Ia até pra escola olhando pelo buraquinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Sua mãe era linda. Tinha os cabelos grandes, encaracolados também, e um bonito sorriso. Ela tinha uma estranha profissão: fazia poções mágicas. Tinha sido uma de suas poções que tinha salvado a menina uma vez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celesnah estava muito triste porque seu gatinho Truffaut havia morrido. Não queria mais comer, nem falar. Então, sua mãe preparou uma poção chamada “poção do encantamento”. Ela servia pra as pessoas esquecerem as coisas tristes e voltarem a sonhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A menina tomou o líquido e foi tiro e queda. De noite teve os sonhos mais lindos de sua vida. Sonhou que Truffaut tinha entrado num mundo encantado e agora andava de botas, tinha um grande bigode e estava muito feliz com sua nova vida. A menina voou de mãos dadas com ele por céus muito azuis, cheinhos de estrelas. Só via os pontinhos vermelhos, verdes (casas e árvores) nos grandes campos lá embaixo. E era tão bom voar! Ela sentia um ventinho correr por seu corpo. Estava leve, leve. Então acordou recuperada e luminosa, já que estava muito feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua avó fazia tricô, chalés lindos que a menina adorava usar. Uma de suas brincadeiras preferidas era e vestir de mulher. Pintava a boca de vermelho, colocava os sapatos de sua mãe e o chalé de sua avó. Saía desfilando e seu pai pegava o olhoscópio e reproduzia a menina daquele jeito, toda pousuda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ser diferente dos outros começou a incomodar Celesnah. Ela perguntava ao pai, à mãe, ninguém lhe dizia o motivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, escutou a conversa de sua mãe com uma amiga. Ouviu a mãe dizer que ela tinha nascido na lua cheia de junho e que as pessoas que nasciam nesse dia absorviam parte da luz do sol que refletiria na lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Assim, a luz que emanava de Celesnah era importante para dar energia às outras pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse dia a menina não se inquietou mais. Buscava sempre ficar muito feliz, pra que os outros ao seu redor também ficassem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa foi a origem de Xá, menina crescida que hoje (25 de junho) completa mais uma volta em torno do sol.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6743403966055102919?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6743403966055102919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6743403966055102919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6743403966055102919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6743403966055102919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/celesnah.html' title='Celesnah'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTWyABd6mI/AAAAAAAAAhg/ak-L6K93rLY/s72-c/OAAAACAwju9qQcdtqgz-abcHNx1PUqHnJzKepnWo4ZQWGg05-v9zhvXFhIn_cpR65I3Ch9ZYEm4_zxDqls6QYVQRRMkAm1T1UNmZQQ05zIZsrYkYZoBGGyhx0hV6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-3777262230812204586</id><published>2008-09-10T11:10:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T10:23:29.852-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='senhora moradora do Coque'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Narrativa feita com e por Dona Cícera'/><title type='text'>As travessuras da menina Cícera</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfSYg59o06I/AAAAAAAAAg4/3bQifzVwORk/s1600-h/Dona+C%C3%ADcera.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfSYg59o06I/AAAAAAAAAg4/3bQifzVwORk/s320/Dona+C%C3%ADcera.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329051950168724386" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez uma menina magrinha e danada chamada Cícera. Tudo ela se metia a fazer. Tanto que o povo dizia: Essa menina é um pé de mesa. E Cícera sou, sou um pé-de-mesa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a mãe dela dizer: “Eu queria fazer um docinho e num tem.. quando passar uma pessoa eu vou mandar balançar o pé de caju” Que nem precisava esperar alguém passar pra tirar o caju, Ciça não pensava duas vezes: “Tanto caju, num caiu um ainda.. Eu vou subir no pé!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era cada caju roxo e doce! Cícera subiu e balançou pa-pa-pa-pa-pá. E a mãe dela ouvindo o barulho: “Um vento desses Maria José – que era a irmã de Ciça – Pega uma bacia, vai apanhar caju minha filha!” E Ciça lá em cima no pé: “Ai, eu vou apanhar, vou apanhar mesmo!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De lá mesmo Maria José gritou: “Mãaae, num foi o vento não! É Ciça que ta no pé caju!” e a mãe lá de dentro: “Ai meu Deus! Ela vai apanhar! Eu num mandei ela subir aí pra num cair! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha um bocado de caju no chão, dava uma bacia meinha! Maria José apanhou tudinho. (Ciça): “Pega a bacia de caju sua nega, que é pra mãe fazer o doce. Você me paga!”Ciça, com medo, ia simbora pro beco. E a mãe dela: “Cadê Ciça?”(irmão): “Ciça ta ali no beco sentada.” (mãe): “Apois, chame ela pra dentro, pra lanchar. Eu vou dar uma bolachinha a ela”. E Ciça aliviada. Essa tinha sido por pouco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciça parecia uma macaquinha, subia em pé de caju, pé de coco, tudo ela sabia! Ela morava com os pais e irmãos em Aliança, uma cidade do interior. A mãe dela criava tudo que era bicho, vaca carneiro, pato, galinha, peru! Ela chupava manga, jaca, cana, tudo tinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia a mãe de Ciça: “Eu tô doida pra comer jaca” e o que é que Ciça fez?  “Eu vou subir no pé de jaca. E tu bota o olho em Maria José”, falou pra o irmão, companheiro de suas travessuras e mocotó..subiu no pé de jaca ton ton ton ton.. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí disse assim: “Essa jaca tá madura, eu num vou tirar essa não. Tem duas lá em cima olha, pia praí! E Cícera pensou “Eu vou tirar as de lá de cima, as maiores que tem, as duas bichonas!”Ela subiu no pé de jaca e a galha da jaca se quebrou! pa-pa Ciça se abraçou com a jaca assim.. e o galho –u-u-u-u bou! Ela caiu em cima da jaca! Tinha caído a jaca maior do mundo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão de Ciça correu pra pegar água pra eles tomarem, trouxe um tonel de água e Ciça em cima da jaca. Ela tomou a água e só escutou Maria José dizer: “Mãaae foi Ciça!” Nessa hora Ciça pensou “Tô perdida”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Belarmina, mãe da menina falou logo aflita: “Ela caiu de cima pra baixo. Ela morreu..” e Maria José: “Morreu não mãe, tá aqui!”. Ciça pensou : “E agora?”, ainda deitada em cima da jaca. Mas não teve dúvida, disse logo provocando a irmã: “Pega a jaca e leva pra mãe comer e venha buscar a outra viu? Ela num queria comer jaca? Tem jaca!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria José, que conhecia bem o gênio de Cícera colocou a jaca enorme na cabeça e levou pra mãe. E a mãe dela: “Cadê Ciça Maria José? E a menina respondeu: “Ela ta lá no pé de jaca”. (mãe): “Ela num subiu nadinha não?”  (irmã) “Sei não mainha, sei não, sei não, sei não”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maria José foi lá pegar a outra jaca, como Ciça tinha mandado e a mãe surpresa: “Foram  duas jaca?” (Maria José) “Foi.. duas jacas mainha! Tinha uma galha de jaca fina, ela foi subir e a galha se quebrou”. Enquanto isso Ciça lá fora: “ Eu é que num entro dentro de casa!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Belarmina abriu as jacas. Cada jaca boa! Nesse tempo era cada jaca boa! E Ciça com vontade de comer.. Resolveu esperar o pai “Ela vai ter que me dar”. Daqui a pouco lá vinha o pai com a enxada. (Ciça): “Ô pai, eu caí com uma jaca, duas jacas em cima de mim!” (pai) “Minha filha, num fale isso não! A sua vida é doce quando morrer acabou-se!”. Aí a menina se justificou: “Não pai, mainha disse que queria comer jaca aí eu subi no pé.” E o pai dela em tom de briga: “Belarmina quer comer caju e tu sobe no pé, se ela quer comer jaca tu vai subir também é? E ela te matou a pau? (Cícera): “O senhor num deixa ela dar em mim não?” (pai): “Não, deixo não”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou em casa, as jacas estavam lá, uma aberta e a outra inteira. Então, o marido falou, com seu jeito manso de sempre: “Ta comendo jaca né veia?”. Belarmina respondeu enraivecida: “Tou, tu num sabe de nada! Olhe, essa tua filha! Essa menina é o pé de mesa! Num diz e num assopra, num diz e num assopra!” E o marido, sem nenhum sinal de raiva: “Tu comesse jaca? Tudinho comeu jaca? Encheu a barriga, matou a vontade de jaca?” (mulher): Foi. (marido): “Tu vai dar na menina?” (mulher): “Eu ia dar uma lapada nela de peça de corda!” Então o marido já ficando enraivecido falou: “Num dê nela não, ela bota a fruta dentro de casa, tudinho dentro de casa e  vocês comem! E continua, agora voltando a sua calma normal: “A sina dela é essa mesmo. Deus num deu a sina dela? Deixa ela subir no pé de jaca, deixa ela cair”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só nessa hora é que Cícera entrou em casa, ainda com medo. Aí a mãe falou contrariada: “Venha pra dentro que eu num vou dar em você não!” E Cícera desconfiada: A senhora num vai dar mesmo não? (mãe): “Não, não, vou dar não”. E o pai continuou : “Venha,entre , senta aí e coma jaca”. Ciça pegou um taco de jaca, comeu, e ao mesmo tempo que comia olhava de banda para a mãe com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a história num parou por aí não. Cícera não queria nem saber se ia apanhar se não ia, continuava subindo nas árvores pra pegar frutas. Da primeira tinha escapado, da segunda o pai estava lá pra defender. E agora, será que Ciça vai apanhar ou não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouviu a mãe dizer que queria peixe de coco. Disse logo ao irmão:  “Vou subir no pé de coco!” (irmão): “Suba não Ciça, tu vai apanhar!” Mas dessa vez ela tinha tido uma idéia: “Eu entro no mato e num apanho! Só chego em casa quando meu pai chegar!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subiu no pé (pa-pa-pa-pa-pá) até o olho do pé de coco. Tirou os cocos e eles tudo caindo (pa-pa-pa-pa-pa-pá). Era perto da casa dela. A mãe da menina, sem perceber que mais uma vez a danada tinha subido no pé disse assim: “Oxe, o vento ta botando coco a baixo! É até bom, vou fazer peixe de coco amanhã”. E gritou: “Maria Joséeee, vá Maria José apanhar o coco!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A irmã da menina chegou e Ciça: “Se esconde, se esconde”, falou pra o irmão. “Vamos se esconder detrás do mato!” E Maria José ainda sem ver os dois: “Oxe, o coco caiu todinho!” Ciça tinha pego uma folha de coco e estava lá embaixo, mas não adiantou, a irmã olhou pra cima e viu o pé da menina: “É tu que ta no pé de coco!”. Ciça braba como sempre disse: “Se você disser a minha mãe eu pego um coco e mato tu com ele na cabeça! A irmã disse pra Ciça: “Não eu num vou dizer.. eu num vou dizer não!” Mas chegou em casa com a língua coçando e disse pra mãe: “Mainha, tem muito coco no chão, tudo maduro. Sabe quem tirou? A senhora num sabe quem ta no pé de coco! A mãe, que a essa altura já estava desconfiada: “É Ciça! Eita que menina da moléstia, essa menina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na casa de Cícera todo mundo tinha que trabalhar, como dizia a mãe dela “Pra botar comida dentro de casa”. Ciça limpava mato, lavava roupa, pescava, mas o que não gostava mesmo de fazer era cortar palha de cana, dizia manhosa pro pai: “Tou cansada pai, eu tou toda cortada.. esse sol quente!” O pai sentindo dó mandava as meninas todas pra casa: “Pronto, essa semana nenhuma vai. A ordem é minha! Num vai nenhuma. Antônio mais José vão, os dois rapazinhos. As três meninas num vão não”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não era sempre que Cícera conseguia fugir do trabalho, com raiva da mãe um dia se vingou. No sábado todos iam pra feira vender potes de barro. Quando eles estavam subindo a ladeira com os potes Cícera (pei) jogou o pote no chão. O irmão dela, já sabendo da armação, mentiu pra mãe: “Ô mainha, Ciça caiu, levou um baque, quebrou o pote”. dona Belarmina, que sabia a filha que tinha disse: “É mentira dela, ela quebrou por que quis! Vamo simbora apanhar!”. E o pai de Ciça, sempre defendendo a menina: “Por que tu dá nessa menina Belarmina? Num dê nessa menina não Belarmina!”. E a mãe com raiva: “Essa menina tem o couro no osso, ela é ruim demais!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Uma vez Cícera apanhou por que estava brigando com a irmã e ela foi reclamar pra mãe. A menina, que nunca tinha se dado bem com Maria José armou mais uma das suas. À noite, ela pegou o candeeiro, colocou embaixo da rede. A irmã estava rón rón rón. Cícera abriu as pernas e to-lo-lo-lo-lo-lo-ló na boca dela. Fez xixi na boca da irmã! Então, Ciça se emborcou dentro da rede, pra se esconder dos pais. A mãe dela fez assim dentro de rede vuuufo: “Ela ta acordada” e o pai respondeu: “O quê? Essa menina dormindo, ta roncando!” Cícera feliz, depois contou pro irmão: “Eu mijei na boca dela, mijei na boca dela! Ela estava tão contente, tão contente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ciça sempre foi corajosa, tão corajosa, tão corajosa que acredite quem quiser, mas um dia ela lutou até com uma cobra! Ela tava cortando as palhas de cana quando achou uma, era dessas cobras ruim, essas cobras brabas. Ciça pegou a enxada e pan-pan-pan-pan, começou a bater na cobra e a cobra com medo de Ciça. Ela dava cada bote! (susurrando) Ela fazia assim com o rabo pra enlaçar a menina. Ciça meteu a enxada na cabeça da cobra, daqui a pouco ela nem barriga tinha mais. Ela pegou a enxada e deu o golpe final, a cobra morreu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Ciça pegou um cipó e deu um laço que passava pela cabeça, pelo gogó da cobra, e depois pela cabeça de novo. Foi quando ela escutou o irmão lhe chamar: Ciçaaa, Ciçaaa. (Ciça): Oi, tou na sombra! Peraí, vem cá, me acode aqui! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como quem  mata a cobra tem que mostrar o pau, Ciça pegou a cobra amarrada e colocou numa vara. Ela era dessa grossura! Ela podia até ter matado, engolido Ciça de tão grande! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Ciça levou a cobra pra casa e mostrou a todo mundo, tudinho ficou com a boca aberta: “Que menina! Mas dona Belarmina, a senhora num tem uma menina não viu? A menina tem fé mesmo, a menina tem coração pra engolir um viu?” Foi quando Dona Belarmina se deu conta do perigo da situação: “Quem matou essa cobra?” (irmão): “Quem foi mainha, num foi Ciça?” (mãe): “Virgi Nossa Senhora da Conceição, que menina! Deus mandou essa menina pra terra pra atentar, pra lutar”. E Ciça respondeu: “Pra lutar mesmo! E a senhora num vai dar em mim não viu? A cobra ia me engolir, eu engoli a cobra!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade toda tinha ido lá ver o feito de Ciça. E cada um que passava falava assobrado: “Mas dona Belarmina, a senhora num tem uma menina não viu? Que menina! Ela tem muito gênio viu!? Matar uma cobra dessa dentro da cana!? E Dona Belarmina perguntou ao marido: “Homi, o que é que vai fazer com essa cobra?” (marido): “Enterrar ela e matar a espinha”. Então o pai de Ciça enterrou a cobra. Depois desse dia Ciça disse que nunca mais ia pra palha de cana. A mãe deixou, mas disse que  no lugar ela fosse apanhar café. Ciça preferiu. Depois desse dia ela pegava duas cabaças, colocava uma lá outra cá e ia apanhar café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se vocês pensam que as traquinagem de Cícera acabaram vocês tão muito enganados! Um dia ela tava com vontade de comer peru só que a mãe disse que ia matar a galinha. Mas a vontade era tanta que a menina teve uma idéia: pegou um pedaço de pau e pou pou no peru  e o peru troooon tu-lu-lu-lu-lu  e ela pa-pa-pa-pa-pa-pa-pa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O irmão dela, como todas as vezes estava dentro do plano, aproveitou que o galo era brabo e chegou pra mãe: “Eita mãe, o galo deu uma pisa no peru. O peru: Tun aí o galo: taaa. Matou o peru”. E a mãe desconfiada: “Cadê Ciça?” (irmão): “Ciça num ta aqui não mainha”. Ciça que num era besta tava era escondida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa vez Dona Belarmina tinha acreditado mesmo na história, resolveu dar um fim no galo e criar outro. Ciça só faltava estourar de felicidade, disse pro irmão: “A gente vai comer o galo também!” A mãe voltou a perguntar pela menina: “Ciça ta aqui?” (irmão): “Não, ela foi lá embaixo”. (mãe): “Ciiiça”. (Ciça): “Oii”. (mãe): “Olha, vem pra casa”. Dona Belarmina, então, botou água no fogo, sangrou o peru. Era uma lapa de peru! E Ciça comeu o peru. A mãe num queria matar ele não pra vender. Mas bem que Ciça tinha dito: “Ela vai comer o peru!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí está tudo bem com as histórias de Cícera, ela contava uma mentirinha e conseguia o que queria, podia até ser que apanhasse um pouquinho depois, mas ela continuava fazendo as travessuras mesmo assim. Mas um dia, como acontece com todo mundo que conta muita história, quando Cícera foi falar a verdade, ninguém acreditou nela, o feitiço tinha se virado contra o feiticeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha ido no mato pra pegar lenha e uma espinha de cobra tinha entrado no pé dela, ela mostrou pra mãe, a mãe olhou assim, e não achou a espinha e falou: “É manha dela!” E ordenou: “Tu, Maria José, Maria das Dores vão no rio pegar peixe pra o almoço de amanhã!” Ciça, com o pé doendo muito pensou: “Me ajuda papai do céu! Meu pé ta doendo!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá no rio Maria José num tinha tido a menor pena de Cícera, dizia secamente: “Bota o gererê aqui pra pegar o peixe!” E Ciça pensava: “Eita Jesus, se eu num pegar o peixe eu vou apanhar! Me ajuda Jesus..a pegar um peixinho, um peixinho Jesus!” Quando Maria José buliu na beira do rio Ciça pegou um peixe desse tamanho! Gritou logo: “Me acode Maria José, me acode, um peixão, um peixão!”. Maria José correu pegou o peixe, saiu de dentro da água pro peixe num cair dentro da água, matou o peixe, e botou numa cesta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciça começou a sentir o pé: “Aí Maria José, meu pé, meu pé!” (Maria José): “Quer ir pra casa?” (Ciça): “Eu vou pra casa, eu vou pra casa”. Já estava dando febre na pobre da menina. Chegaram em casa já era noite, Ciça num podia nem botar o pé no chão de tanta dor. Dona Belarmina botou o pé dela na água, veio uma facada no coração dela e ela gritou: “Ai que dor! Jesus me ajuda! Eu vou morrer! Eu vou morrer meu Jesus!”. E Dona Belarmina apavorada: “Amanhã de manhã vou levar essa menina pro hospital”. O pé de Ciça já estava ficando roxo, todo roxo, a espinha de cobra tava lá dentro! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro dia, bem cedinho, os pais de Ciça levaram ela no médico, o doutor de seis horas da manhã chegou, assustado disse: “Virgem minha Nossa Senhora, o pé da menina ta todo roxo! Vou dar uma injeção nela.” Ele deu a injeção e a dor não parou. Aí ele deu um talho e saiu um bocado de pus. Ele coou o pus, com uma peneirinha, pra saber o que é que tinha dentro. Aí ele tirou a espinha, ela era da cor de coco, bem branquinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, o pai de Ciça mais a mãe chegaram: “E aí doutor?” (médico): “Espinha de cobra!” No outro dia de manhã Cícera já estava melhor, acordou cedinho, tirou leite de vaca, tomou. (mãe): “Ta melhor ta minha filha?” (Cícera): “Tô mãe”. Se Cícera não tivesse tirado o espinho ele tinha subido, subido pelo corpo todo e se chegasse no coração a menina morria!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que será que Cícera era tão pimentinha? Deveria ter algum motivo! Sabe por quê? Por que ela nasceu no dia da fogueira!!! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fogueira tava feita, a mesa tava a coisa mais linda do mundo, Dona Belarmina tinha feito de tudo: pamonha, canjica, tapioca, pé-de-moleque, tinha até matado um peru pra comer no outro dia no almoço. Nesse tempo o fogão era à lenha, onde se faziam os bolos, galinha. Dona Belarmina fazia cada bolo de manteiga! Todo ano era assim, ela enchia a mesa, a mesa ficava cheinha, cheinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas esse ano era diferente, esse ano a mulher estava com um barrigão. (Belarmina): “Essa criança ta preguiçando dentro da minha barriga, ela num quer nascer não!” Foi só Belarmina dizer isso e começou a sentir uma dor: “Aí que dor na minha barriga, uma dor no meu pé da barriga! Eu vou descansar é? Essa nega vai nascer, ou é um nega ou um nego!” No fundo o marido dela queria um menino, mas disse pra mulher: “Do jeito que vier ta bom num ta veia?” (mulher): “Ta bom.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então deu um dorzinha e Donda Belarmina resolveu ir tomar banho. Aí ela disse assim: “Olha, bota a comida todinha em cima da mesa e o peru tu corta, bota pra ferver pra torrar amanhã”. (marido): “Ta certo”. Ela ainda disse: “Eu num vou nem tomar café, num to com vontade de comer nada. Nem pamonha nem nada”. E falou pro marido: “Olha, tu vai chamar a parteira? Eu vou descansar meu velho”. (marido): “Tu vai descansar é?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles moravam aqui e a parteira na banda de lá. O pai de Ciça deu uma carreira, mas quando chegou ela já tava na beira mesa Qué- qué-qué. Todo feliz, o velho acendeu a fogueira, soltou bem muitos fogos. E o povo falou: “Eita Belarmina descansou, ela descansou Meu Deus, no dia da fogueira!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cícera tinha nascido no dia do fogo! Foi tanta gente pra comer e beber: “Foi homem?” E o pai de Ciça: “Foi mulher, o nome dela é Cícera”. Tinha sido  uma promessa. Todo menino dele morria, então  ele fez uma promessa se fosse homem era Cícero, se fosse mulher era Cícera. (pai): “A minha Cícera nasceu, foi mulher”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parteira limpou a criança, cortou o imbigo, deu banho, deixou na beira da cama. Botou outra roupa, deixou ela toda bonitinha em cima da cama. Então a irmã de Ciça disse pra mãe: Quer tomar café? (mãe): “Quero uma pamonha somente e uma xícara de café”. Aí ela comeu a pamonha, tomou a xícara de café.  E a menininha lá, magrinha, xoxinha. Foi tanta gente ver ela! E todo mundo que chegava dizia: “Eita, a menina nasceu no dia da fogueira! A menina vai ficar uma pimenta!” Foi dito e feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                                    Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-3777262230812204586?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/3777262230812204586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=3777262230812204586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3777262230812204586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3777262230812204586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/as-travessuras-da-menina-ccera.html' title='As travessuras da menina Cícera'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfSYg59o06I/AAAAAAAAAg4/3bQifzVwORk/s72-c/Dona+C%C3%ADcera.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6798742664985256393</id><published>2008-09-10T11:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T20:42:34.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matéria do jornal laboratório Racif'/><title type='text'>Mamãe Coragem</title><content type='html'>&lt;em&gt;Mamãe, mamãe não chore &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A vida é assim mesmo &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;eu fui embora&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E lá se ia a menina magra, de cabelos curtos lisos e pretos, andando pela terra seca, indo buscar seu futuro na cidade. Ela, que nascera ali, onde vivera momentos tristes, outros nem tanto, agora ia pra nunca mais voltar.&lt;br /&gt;Hoje se lembra do que viveu, marcas que permanecem na memória e nos traços de sua face.&lt;br /&gt;Recorda um tanto risonha a história de seu primeiro namorado. Tinha sido um vendedor de picolé! Certo dia, quando ouviu uma de suas irmãs mais velhas dizer que tinha arranjado um namorado não quis ficar para trás, foi lá e namorou o vendedor. Tinha sido namoro besta, de pegar na mão e conversar. No outro do dia não quis nem ver o menino.&lt;br /&gt;E foi sempre assim com essa mesma irmã. Ela lembra de feliz que ficou no dia em que seu pai lhe comprou uma sombrinha de um mascate. Ela tinha uma bonequinha na ponta! A da sua irmã não, era listrada apenas. O pai disse a sua irmã: Você já é uma moça. A da boneca é pra Hercília. Nesse dia o riso não conseguia sair do rosto da menina.&lt;br /&gt;Esse é um dos poucos momentos que ela lembra ao lado do pai. Ele era um homem sério, austero. Não se dava muito a brincadeiras. Andava sempre de camisa e calça de linho. Impecável. Mantinha uma certa distancia dos filhos. Nem chegava a almoçar com eles. Escutava sempre o rádio. Certa vez, Hercília o surpreendeu chorando ao escutar uma notícia. Ele apenas franziu a testa e a lagrima escorreu.&lt;br /&gt;Outro dia que ela não esquece foi uma das poucas vezes que o pai lhe falou: - Você sabe que tem o nome igual ao seu? A mulher do presidente. Era a esposa de Médici.&lt;br /&gt;O velho Pereira era político. Influente na cidade. Tinha um motor de energia que iluminava as casas. Tinha sido ele que havia construído o único poço de Jabitacá. Quando alguém, por motivo político, ou não - não se sabe - fechou o poço, o velho quebrantou. Teve um infarto.&lt;br /&gt;Em sua casa funcionava uma farmácia, uma mercearia e uma padaria. Hercília lembra daquelas vitrinas com coisas bonitas que dava gosto. Enxovais de linhos bordados, brincos, perfumes franceses. Na padaria havia quatro prateleiras. Uma do pão francês, outra do doce, outra da bolacha salgada outra da doce. A menina lembra a fartura que tinha na casa, sempre cheia de gente e de comida. Ainda hoje sente o cheiro das bolachas assando no forno. Mas banho que é bom, só tinha uma vez por semana, que era Sertão.&lt;br /&gt;Pereira começou a trabalhar com 12 anos, quando seu pai morreu. Começou como agricultor, depois foi pedreiro, e acabou assim; dono do seu próprio comércio. Sua esposa, Gisa, era professora. Ensinava ali mesmo na casa, inclusive aos próprios filhos.&lt;br /&gt;Hercília tinha 14 anos quando o pai morreu. Depois disso, tudo ali, na cidadezinha de Jabitacá, Sertão do Pajeú, se acabou. Acabou-se a mercearia, a farmácia, a padaria. Depois da morte do marido, Gisa ainda tentou manter as coisas, fez sociedade com o genro. Mas não teve jeito. O tempo passou e o dinheiro que a mãe ganhava ensinando não dava mais pra seu sustento e o da filha. Foi quando ela, já moça, foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mamãe, mamãe não chore &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Eu nunca mais vou voltar por aí &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mamãe, mamãe não chore &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A vida é assim mesmo...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mamãe, mamãe não chore &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pegue uns panos pra lavar, leia um romance &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Veja as contas do mercado, pague as prestações &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Seja feliz, seja feliz &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6798742664985256393?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6798742664985256393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6798742664985256393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6798742664985256393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6798742664985256393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/mame-mame-no-chore-vida-assim-mesmo-eu.html' title='Mamãe Coragem'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2922231016532226779</id><published>2008-09-10T11:01:00.001-07:00</published><updated>2009-04-27T18:37:29.162-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matéria do jornal laboratório Racif'/><title type='text'>Criar cabras e poesias</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfZdxM8_SMI/AAAAAAAAAh4/-Bqwfx6WMKU/s1600-h/OgAAALmka2j0Lg-yyzcK-JFzhJwkdHeIWo9BM2bJTVxngggvOTWlaWADFFE9iP73I-a1sUg_huu-dVioE0MLB_bmD3AAm1T1UKrzy7xV31zlbVNdtMWmLDaoXqRF.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 297px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfZdxM8_SMI/AAAAAAAAAh4/-Bqwfx6WMKU/s320/OgAAALmka2j0Lg-yyzcK-JFzhJwkdHeIWo9BM2bJTVxngggvOTWlaWADFFE9iP73I-a1sUg_huu-dVioE0MLB_bmD3AAm1T1UKrzy7xV31zlbVNdtMWmLDaoXqRF.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329550308911564994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olavio mora na casa do estudante, no campus da UFPE. Há pouco tempo, já que antes morava na do Derby. Ele conta a diferença entre elas. A primeira era de gente do Sertão, como ele, que veio de São José do Egito; a que está agora é de quem vem da Zona da Mata e Agreste. Ele diz que tem diferença sim entre as duas origens. O povo do Sertão é mais companheiro, mais generoso. Os outros, mais perto da cidade grande, já parecem ter se modernizado mais, tem mais gente que gosta de “aparecer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio em 2004 pra Recife para prestar vestibular. Agora não tange mais sua cabrinha, como fazia em São José. Conta o rapaz que em interior parece que as pessoas gostam mais de olhar o tempo. “É comum você vê o cabra sentado na pedra, matutando, olhando as cabras pastar, como ele mesmo fazia. Aqui, diz ele, pra você ver alguém dando bom dia na Conde da Boa Vista é um milagre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de um serralheiro e uma professora, o rapaz além de estudante é poeta. Fica encabulado de mostrar suas poesias, mas conta um pouco do que fala nelas: da chuva, diz ele, que parece lágrimas que molham a terra ressequida, de feridas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2922231016532226779?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2922231016532226779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2922231016532226779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2922231016532226779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2922231016532226779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/criar-cabras-e-poesias_10.html' title='Criar cabras e poesias'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfZdxM8_SMI/AAAAAAAAAh4/-Bqwfx6WMKU/s72-c/OgAAALmka2j0Lg-yyzcK-JFzhJwkdHeIWo9BM2bJTVxngggvOTWlaWADFFE9iP73I-a1sUg_huu-dVioE0MLB_bmD3AAm1T1UKrzy7xV31zlbVNdtMWmLDaoXqRF.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-4596028876480092219</id><published>2008-09-10T10:58:00.001-07:00</published><updated>2009-04-26T14:16:40.632-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matéria do jornal laboratório Racif'/><title type='text'>E voltou pra São Pedro...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTN3Wj2zsI/AAAAAAAAAhI/Zssfy97y8Fs/s1600-h/imagem.5.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 158px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTN3Wj2zsI/AAAAAAAAAhI/Zssfy97y8Fs/s320/imagem.5.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329110609918611138" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela fala, sem conseguir não mexer os braços, não se empolgar, não deixar transparecer todo o amor que sente pelos filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é Helena, tem três filhos e é casada com um homem brincalhão que teima em chamar de Pacheco. Veio de São Pedro do Cordeiro, médio Sertão. Já morou em Garanhuns, foi até São Paulo e aportou aqui em Recife, de onde não pretende sair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram onze irmãos. Todos moravam na casinha, vez por outra sem água, sustentada pela velha Maria Luiza. Ela trabalhava na roça, no sítio da família. Helena diz que não gostava quando ia pra lida com a mãe e ela lhe colocava num cesto, chamado caçoá, que ficava pendurado no jumento. “Não via nada e  era um balançar danado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pai de Helena morreu quando ela tinha 9 meses. Só sobrou Maria, parteira e agora dona de venda para cuidar das crianças. Mulher forte, querida por todos, como diz Helena entusiasticamente, contando da mãe. Diz ela, “Quando ela morreu a casa encheu de gente”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Helena herdou o espírito maternal de dona Maria Luiza. Em tudo que fala, sempre dá um jeito de colocar os filhos no meio da história. É assim que conta sobre seu filho mais velho, Digo. Ele nunca se acostumou com a cidade grande. Quando Helena se mudou pra São Paulo, diz que o filho só esperou terminar o ensino médio para começar a trabalhar e poder voltar pra São Pedro, pra junto da família. Apesar de nunca ter morado lá, já que nascera mesmo era em Garanhuns; Digo arrumou as malas e foi se embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha 20 anos apenas. Desesperada Helena consegue voltar pra Pernambuco, por o que ela garante ser “obra de Deus”, se instalando em Recife. Traz o filho de volta para junto de si, ele presta vestibular, passa. Mas quando está pelo terceiro ou quarto período o que faz? Volta pra São Pedro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega até a montar uma vendinha lá, sem sucesso. A pequena cidade já estava abarrotada delas. Mesmo sem amparo financeiro ele fica. Ela não sabe por quê. Nem ela mesma tinha tal apego pelo lugar. Ela acha que é do espírito sertanejo do menino, de querer estar perto da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi só até ele arranjar uma noiva, parente distante como é de costume em interior. Agora ele se preocupa com a moça, quer dá-lhe boa vida. Volta então pra Recife, presta concursos, passa em um deles e, antes que o resultado saia o que faz? Volta pra São Pedro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de muita espera recebe a novidade, é chamado para o emprego, mas em Caruaru. “Ah, mas Caruaru é grande demais”, deve ter pensado o rapaz. Fica, então, feliz quando encontra um moço que iria trabalhar em Sertânia. Troca com ele e agora está lá, ainda no Sertão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração de Helena parece dividido entre cá e lá. Parece ser o mesmo sentimento que ela nutre por Recife e os lugares afastados, quer estar em ambos os locais. Diz que vai até visitar os interiores, mas sua casa em Recife permanece aqui, pra quando quiser voltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim diz Helena, tchau, obrigada pela visita, com um sorriso e jeito acolhedor que faz mesmo a gente se sentir de casa. E vamos, com um resto de riso no canto da boca e o coração remexido de sentir a vida assim tão de perto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-4596028876480092219?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/4596028876480092219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=4596028876480092219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4596028876480092219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4596028876480092219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/e-voltou-pra-so-pedro_10.html' title='E voltou pra São Pedro...'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTN3Wj2zsI/AAAAAAAAAhI/Zssfy97y8Fs/s72-c/imagem.5.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2388584752826917879</id><published>2008-09-10T10:39:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T14:31:53.600-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Matéria do jornal laboratório Racif'/><title type='text'>O velho</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTSQt-L-5I/AAAAAAAAAhQ/EeNsGI9zziU/s1600-h/JoaoPedro1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTSQt-L-5I/AAAAAAAAAhQ/EeNsGI9zziU/s320/JoaoPedro1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329115443746306962" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O velho sem conselhos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;De joelhos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;De partida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Carrega com certeza &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Todo o peso &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Dessa vida..&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava ali o senhor, na sua cabine pequena do mercado São José, cheia de miudezas empoeiradas, que traziam escrito “Recife – Pe”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será mesmo que ele possuía compradores? Sua banca ficava perdida no meio de outras grandes repletas de coisas. Havia vendedor que possuía até mais de uma. Enquanto ele, ali há 40 anos, parecia permanecer do mesmo jeito desde a morte de sua esposa. Na parede havia um quadrinho pequeno com o retrato dela, estava sempre ao lado de seu João Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele não parecia estranhar a presença de duas compradoras que faziam-lhe apenas perguntas; primeiro sobre seus produtos, depois, sobre sua vida. Tímido, sério, sem olhar-nos no rosto, o velhinho ia aos poucos falando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, tinha filhos, uns em São Paulo, outros aqui. Morava com um deles e o neto em Casa Amarela. Não demonstrava um sinal de riso no rosto.&lt;br /&gt;- Eu já tou aposentado, mas gosto de vir pra cá, pra ter um destino todo dia de manhã quando acordo. Disse o velhinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Não sabe pra que veio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi passeio &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Foi Passagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio de São Bento do Uma e não tinha saudades de lá não. Padeceu sim ao chegar aqui, mas tinha se acostumado a essa vida. Lá? Tomava água de quartinha – daqueles potes grandes de barro. Ainda aqui tem um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode. Pode tirar foto sim. E ficava lá o velho João, pousando feito matuto, sério e estatalado. Pegou uma vassoura, meio sem jeito, pra disfarçar a pose, e depois voltou a ela. Parecia aquelas fotos antigas de general sisudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O que é que eu digo ao povo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;O que é que tem de novo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Pra deixar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Nada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Só a caminhada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Longa, pra nenhum lugar..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2388584752826917879?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2388584752826917879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2388584752826917879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2388584752826917879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2388584752826917879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/09/o-velho.html' title='O velho'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/SfTSQt-L-5I/AAAAAAAAAhQ/EeNsGI9zziU/s72-c/JoaoPedro1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2144573987250762141</id><published>2008-08-05T07:05:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:36:02.400-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Ela começa a escrever com medo de sujar o caderno bonito que ele lhe deu. Pensa em como é bonito mesmo esse presente, ele veio interminado. As letras que escreve o completam. Lembra do filme que viu enquanto vê o chão se mover.&lt;br /&gt;Janaína volta a escrever depois de longo tempo. Escreve e sonha a uma só vez. Lembra do amigo escritor que está em seus sonhos. Será que ele precisa dela? No sonho ela o abraça mas ele não diz nada. Será que você um dia me falará algo? Ou nossa comunicação continuará em olhares e gestos vazios?&lt;br /&gt;Ela sempre pensou que no mundo existem pessoas que não nasceram para conversar com certas outras pessoas. Existe uma espécie de imã comunicativo que ou funciona ou não funciona. Pronto.&lt;br /&gt;Com ele era assim. Mas no fundo ela achava que se comunicava de outra maneira com ele.&lt;br /&gt;Janaína passara por um momento bom, de reencontros, espirituais, afetivos, momentos bem felizes. Hoje ela não mas percebia a felicidade como momentos efusivos. Ao contrário, eram mansos e profundos.&lt;br /&gt;Janaína sempre teve essa mania de profundidade. Uma vez até um amigo tirou sarro dela perguntando se existem níveis de profundidade. Mas era assim  e pronto.&lt;br /&gt;Ela passava muitos momentos calada como que a absorver tudo o que se passava ao seu redor. Não conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo: agir e observar, então optava pela segunda. Pra falar o que pensava parece que ela precisava se sentir em casa, por isso, fugia de todas as situações em que isso demorava a acontecer.&lt;br /&gt;Hoje ela havia falado tanto que pensou que qualquer coisa era possível.Tudo é possível de ser dito. E isso tinha um poder transformação muito grande. Parece que a gente sempre é acostumado a agir segundo alguns princípios, determinações e quando a gente começa a rompê-los tudo fica mais flexível.&lt;br /&gt;Nada existe. Ponto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2144573987250762141?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2144573987250762141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2144573987250762141&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2144573987250762141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2144573987250762141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/08/ela-comea-escrever-com-medo-de-sujar-o.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2860185705565941979</id><published>2008-06-11T07:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T07:59:28.598-07:00</updated><title type='text'>Será que a gente gerou amor?</title><content type='html'>O amor é coisa que não se vê, é coisa que se sente. E ele estava presente ali, quando tudo parecia se destruir e ela teve vontade de chorar. De repente tudo parecia ruir, e aquilo era o que a fazia se sustentar. Então ela ruía também, ruía porque ali tinha muito amor presente, um sentimento forte que se enraíza lá dentro. No fundo ela sabia que aquilo não ia morrer, por que o amor é assim, ele não morre, ele se desconstrói e se reconstrói.&lt;br /&gt;Ela sabia que tinha medo, medo da ausência, da separação, da morte de toda aquela alegria. Os rostos eram tristes, desesperançados. Se sobrasse ou não sobrasse algo, já teria valido a pena, porque eles se amaram. Mesmo tudo isso doendo muito..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2860185705565941979?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2860185705565941979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2860185705565941979&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2860185705565941979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2860185705565941979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/06/ser-que-gente-gerou-amor.html' title='Será que a gente gerou amor?'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6228493133084291935</id><published>2008-02-11T08:10:00.000-08:00</published><updated>2008-02-11T08:28:15.184-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ô menino maluquinho.. ihih Ele dá uma pontadinha sim..  aquela que Cao Hamburguer sabe dar..&lt;br /&gt;Acordei e consegui ver só o finalzinho, e me deixou aquilo... com o quê posso substituir? Num encontrei mais Ma ligne de Chance no meu computador... Bobito nem Rafitaz tão aqui! E agora? O livro que tou vai me remexer de outro jeito.. Então venho pra cá e surpresa! Não é mais de Janaína que falo! Por que será?&lt;br /&gt;Será que a menina triste morreu e nasceu outra no lugar sem eu nem perceber? Será que essa outra é mais eu que a antiga?&lt;br /&gt;Só sei que é diferente..&lt;br /&gt;Tava pensando no quê que as pessoas pensam. Oliveira acho que pensa no belo, de uma forma ou de outra, assim como todo mundo! É isso! Todo mundo quer o belo! Aquela sensação de transcendência que certas coisas nos dão.. que fazem a gente sentir mais...&lt;br /&gt;Cada um vê o belo de uma forma, e se apega a essa sua maneira de enxergá-lo, afinal, que não gosta de se extasiar? E estão todos aí, na vida, fingindo que fazem outras coisas, que têm rotinas, ocupações, mas na verdade, na verdade, querem mesmo é encontrar com ele!&lt;br /&gt;Era nisso  que Oliveira falava com a Maga naquele livo de Cortazar.. ela lhe disse que ele queria entrar no rio, um rio metafísico que ele queria mergulhar..&lt;br /&gt;É o segundo livro que leio dele e nos dois as pessoas são assim.. tristes.. Será que isso é o que há de mais real em sua ficção? São mesmo enfermas todas as pessoas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6228493133084291935?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6228493133084291935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6228493133084291935&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6228493133084291935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6228493133084291935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/02/menino-maluquinho.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2793023130484949755</id><published>2008-02-11T07:54:00.000-08:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Teve um dia que ela acordou com uma sensação tão diferente! Estranhou no começo, mas depois começou a gostar. Ela parecia que tinha mudado. Quem sempre sentira aquela sensação de vazio dentro do peito, agora estava leve.&lt;br /&gt;E Janaína seguiu vivendo assim, tentando segurar todos aqueles pedaços de sentimento que saiam dela, e eles saiam mais e mais. De repente ela tinha parado de ser a sombra do romance que lia e passado a ser, ela própria, a protagonista.&lt;br /&gt;Agora era como se a única vida que sempre tivesse tido fosse essa. Não conseguia nem imaginar a possibilidade de voltar a ser como antes.&lt;br /&gt;E o que era? Ela tinha encontrado aquele cantinho escondido que Marisa canta, que tem em cada pessoa: um lugar pro coração pousar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2793023130484949755?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2793023130484949755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2793023130484949755&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2793023130484949755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2793023130484949755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2008/02/teve-um-dia-que-ela-acordou-com-uma.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-6556363703226296547</id><published>2007-09-25T19:19:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Ela tava tão muda ultimamente... foi por isso que passei tanto tempo sem escrever aqui.. e minha única leitora assídua reclamou! aqui estou eu então.. vendo se janaína fala pelo menos um pouquinho pra eu contar ...&lt;br /&gt;Ela se sentia mais leve, mais inteira. E essa inteireza ela achava que vinha de uma sensação de tranquilidade. Parecia que finalmente Janaína tinha tomado um decisão! Ela, que era acostumada a se acostumar com as situações (já que com o tempo tudo ia se ajeitando, prova do seu otimismo irremediável), agora tinha parado e pensado e decidido: era isso e pronto.&lt;br /&gt;Mas acontece que a menina num tinha decidido sozinha; e isso era o que a fazia ficar mais resoluta: o que tinha se encaminhado por ela foram, na verdade, seus sentimentos.&lt;br /&gt;Se eu choro só de ouvir tais e tais coisas - pensou a menina - o que mais vou fazer da minha vida se não isso?&lt;br /&gt;Se esquecia a menina de que no mundo real as coisas num eram bem assim.. que não podia sair por aí simplesmente seguindo tudo o que os seus sentidos mandavam! Ela sabia que essa é que era a vida certa e boa. Mas quem disse que o mundo era assim? Era não. O mundo era de gente grande. Existiam regras, responsabilidades, relatórios do pibic.. Ela gostava tanto de estudar, de ir, um por um, estourando os baloezinhos dentro da sua cabeça, que formavam bolhas que cresciam, cresciam e faziam cosquinhas...Mas daí a ter que fazer um relatorio do pibic! Não. Essa não era Janaína.&lt;br /&gt;Ela estava cada vez mais reticente quanto a seu futuro. O que iria fazer então? Não podia trabalhar de estouradora e enchedora de baloezinhos! e agora?&lt;br /&gt;Agora só lhe restava brindar num bar com uma amiga, essa mesma, a leitora pra quem estou escrevendo, brindar à arte, à liberdade, ao fim das instituições! Brindar escutando música boa, falando coisas legais, dizendo que gostava cada vez mais de gostar das pessoas! E ao passo que dizia isso, sentia o gostar brotar e sair dela. Ela percebia que a amiga sentira..&lt;br /&gt;Eh isso pezinhos na janela! Sinta bem muito pro lados de lá o sentimentos que saem das bandas de cá!!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-6556363703226296547?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/6556363703226296547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=6556363703226296547&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6556363703226296547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/6556363703226296547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/09/ela-tava-to-muda-ultimamente.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-3445225864740621252</id><published>2007-07-28T18:34:00.001-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Um dia Janaína tava assim sentada, com a mão no queixo e o braço escorado na perna quando pensou e viu tudo diferente. Ela se sentia mais real agora. Tava calada. Descubriu que na verdade era ela uma menina calada; que quando falava e gesticulava desarvoradamente tava tentando era fugir da Janaína séria e pensativa. Ela também descubrira os pontos e me disse pra encher esse texto deles. Vou fazer. Pode ser que a menina tenha assumido uma atitude mais resoluta. Então os pontos caem realmente bem. Isso quer dizer que ela, que antes era reticente, estava cada vez usando mais pontos. E não só o final, a exclamação também! Não é feia não viu seu Carreiro? É bem bonita! E animada! E viva!&lt;br /&gt;Pois então. A menina estava assim: olhando a vida ir seguindo e vendo como é que se vive. Tentava parar de pensar em manuais e ir simplesmente vivendo. Tudo bem que era difícil. Nada acontecia mais como ela planejava. Por que antes, como ela achava que as coisas iam acontecer do jeito que ela pensava, ela acabava agindo do jeito que achava que era inevitável e as coisas acabavam mesmo acontecendo do jeito que ela pensava. Claro. Ela não deixava abertura pra vida acontecer! Quando aparecia o menor indício de que as coisas não iam dar certo a menina já dizia: Tá vendo! E ia embora deixando as coisas pra trás. Mas agora não. Agora ela deixa a vida acontecer pra ver o que é que vai dar. Desculpe Janaína mas agora tenho que voltar a usar as reticências...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-3445225864740621252?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/3445225864740621252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=3445225864740621252&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3445225864740621252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/3445225864740621252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/07/um-dia-janana-tava-assim-sentada-com-mo.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1689055170550967977</id><published>2007-07-14T18:45:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Ela tinha medo de escrever. Não sempre, mas especialmente naquele momento. Medo de que as palavras buscassem coisas tristes que tinham num buraquinho bem fundo; já que agora só serenidade boiava na sua superfície. Não. Não queria que nada disso voltasse. Então, não iria buscar nada lá fundo, mas apenas escrever sobre o agora. O agora era bom. O agora era bem novo pra Janaína. Ela não via mais graça no pirulito de cera, isso era pras crianças, que ainda amava. Janaína pensava cada vez mais em como seria sua vida futura. Pensara se não poderia apenas continuar se balançando na rede, com um pé do lado de fora sacudindinho, cantando Bethania e gritando e gritando. Ela estava na verdade fugindo, porque percebera que falar do futuro também trazia dor. E a rede ia e vinha. E ela pensava se a vida não era assim: um ir e vir; então, pra quê se preocupar com o futuro se a vida não era linear! ia e vinha, ia e vinha alegre a menina, com um sorriso ingênuo nos lábios. Vez por outra sentia um friozinho no pé. Era Juca... ela adorava o jeito que Juca lambia seu pé ou tirava seu pitó sem arrancar um fio de cabelo. Fazia uma cosquinha! As duas coisas na verdade faziam cosquinha. Mas o que a surpreendia mesmo era o fato do cachorro desamarrar tão delicadamente o seu cabelo! Ela olhava pra frente pra árvore e flores de cores bem fortes e achava tudo muito bonito, e comia um pedaço da goiaba, tão boa! e pensava que isso sim era vida!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1689055170550967977?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1689055170550967977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1689055170550967977&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1689055170550967977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1689055170550967977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/07/ela-tinha-medo-de-escrever.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8752643497455172784</id><published>2007-06-22T18:43:00.000-07:00</published><updated>2007-06-22T18:46:55.980-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Ela que descobriu o mundo&lt;br /&gt;E sabe vê-lo do ângulo mais bonito&lt;br /&gt;Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes&lt;br /&gt;Sente e vive intensamente&lt;br /&gt;Despreocupa-se e pensa no essencial&lt;br /&gt;Dorme e acorda&lt;br /&gt;Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus&lt;br /&gt;E lava os cabelos com shampoos diferentes&lt;br /&gt;Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa&lt;br /&gt;E corre quando quer&lt;br /&gt;Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano&lt;br /&gt;E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só não sabe disso tudo...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8752643497455172784?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8752643497455172784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8752643497455172784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8752643497455172784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8752643497455172784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/06/ela-que-descobriu-o-mundo-e-sabe-v-lo.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-7983418529347445419</id><published>2007-06-14T20:03:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>De chorar, era isso que ela tinha vontade de fazer naquelas horas. Horas em que sabia tudo que devia dizer, que tinha certeza que era aquilo que as pessoas deviam entender, mas não entendiam. Ficava então naquele exerício de calar para que as pessoas entendam sozinhas - um amigo lhe ensinara: Não, não fale tudo, deixe que as pessoas descubram - ela concordara, era isso que devia fazer, esperar. Esperar que a vida brote, e só assim as pessoas descubram certas belezas, belezas puras e fortes em algo aparentemente frágil. Mas para ela, Amaranta era tudo tão claro. Era tudo muito bonito, a beleza simples e pura das pessoas. Há algum tempo Amaranta descubira isso, que as pessoas são muito bonitas e ficava encantada de cada vez se encantar mais com elas.&lt;br /&gt;Uma das coisas que Amaranta gostava mais de fazer era descobrir! Descobrir gente, idéias, coisas de sentir diferente. E ficava assim, brincando mesmo de descobrir. Cada dia escutava uma voz e harmonia nova; quando se cansava, achando que já tinha descoberto tudo em relação aquilo então mudava de brinquedo, ia pras letrinhas, tão cheias de coisas novas,  tão abarrotadas de idéias que ela não sabia nem como é que cabiam no papel! só que ela acabou descobrindo que as vozes, ou barulhos, nem sempre eram harmoniosos : foi uma mundo crescendo, seus ouvidos se abrindo e se fechando, com as dores, os ruídos, os sons fininhos que arranhavam lá por dentro... Então tropeçou em outra brincadeira, a das cores e formas e sons e que também tinha letras e idéias e tudo mais que uma pessoa quizesse colocar. Abriu um sorriso largo, os braços, sentia que era tudo tão grande, mais tão grande que não ia conseguir ver e sentir e ouvir  e pensar tudo ao mesmo tempo; mas as vezes conseguia, e ficava tão feliz! Só que aquilo não durava muito tempo, o balão estourava e ela caía no chão sempre, no fim e estava lá de novo, os rostos que não lhe agradavam porque escondiam, ou mostravam coisas ruins, mesmo que de pessoas que ela sabia que eram boas. Aí ficava triste, com um embrulho lá dentro, pensando que era tão bom se as pessoas não ficassem tristes. Queria sempre chegar e ver sorrisos, mas descobrira também que não era assim que aqui no chão as coisas aconteciam. Era difícil pras pessoas, inclusive pra ela mesma, diante de tanto escuro, de não conseguir enxergar o que é que vem depois, de ter medo de não ser nada.. Chorava e via que assim o medo ia embora, secava, era bom; depois olhava a cara inchada no espelho e ria, nessas horas via que num era difícil viver não, era só chorar, depois a gente ri e pronto acabou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-7983418529347445419?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/7983418529347445419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=7983418529347445419&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7983418529347445419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/7983418529347445419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/06/de-chorar-era-isso-que-ela-tinha.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-5211733397883873271</id><published>2007-05-19T19:18:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Janaína sentada na parada de ônibus observava, como era de seu costume. Dessa vez, duas crianças, aparentemente irmãs. Uma, tagarela, com jeitos de gente grande dizia - Deus me livre a cada automovel que passava em alta velocidade. A outra, quieta, calada fez logo Janaína se reconhecer. Pensava se seria regra: entre duas irmãs sempre haveria a de língua solta e a observadora! Admirava a pele das crianças. Era aquilo mesmo que diziam: pele lisa, sem deformidades.&lt;br /&gt;Janaína achava engraçado os modos da faladeira (em outra oportunidade seriam motivo suficiente para provocar-lhe irritação; mas hoje não, hoje estava bem apreciadora das coisas da vida, inclusive as irritantes... tanto é que nem se incomodou quando a tal gordinha começou a mexer pra lá e prá cá num ferro provocando um rangido fino), observava sua roupinha pequena, de desenhinhos: um short amarelo com florzinhas bordadas, uma blusa rosa com o desenho de um cachorro, um boné também rosa, com um personagem de história em quadrinhos e as pequenas unhas, da mesma cor, de esmalte descascado.&lt;br /&gt;Janaína pensava que, quando era pequena certamente também se vestira daquela forma. Mas, questionava-se se nessa época reparava ou não nesses detalhes, florzinhas, bordados, desenhos. Talvez não. Então, se as crianças não reparavam naquilo, pra que se desperdiçava atenção a tais banalidades? Cogitou, então, que podia acontecer delas, eventualmente guardarem um desses detalhes na memória.É,  podia ser que fosse esse o motivo de sua existência, como era o caso de um broche de palhaço que ela própria tivera. Lembrava-se bem, tinha cabelos de uma espécie de pena vermelha e rosto branco de porcelana. Era isso: o palhaço era o responsável por puxar toda a linha de sua memória. Ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-5211733397883873271?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/5211733397883873271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=5211733397883873271&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5211733397883873271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/5211733397883873271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/05/janana-sentada-na-parada-de-nibus.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-4041678646618167251</id><published>2007-04-21T07:37:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.306-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Janaína</title><content type='html'>Porque aquelas músicas mexiam tanto com ela? enchiam seus olhos de lágrimas, seus pêlos se arrepiavam; elas entaravam como uma corrente de ar frio que passeia por todo o corpo e davam uma pontada lá dentro. Faziam-na extasiar-se cantando junto, sorrindo, chorando...&lt;br /&gt;Janaína nunca vivera nenhuma daquelas coisas, então por qual razão era tão tomada por tudo aquilo? era como se cantasse por outras pessoas, sentisse por outras pessoas, vivesse um mundo imaginário que parecia tão real.&lt;br /&gt;Ela, menina calada, tinha passado toda sua vida até então desse jeito: vivendo pelos outros, sofrendo, amando pelos outros. Talvez por isso mesmo gostasse tanto das historias fantasiosas, porque nelas poderia viver, de forma perfeita. Janaína gostava das coisas perfeitas. E como não existia perfeição na vida real, preferia viver o mundo dos sonhos e restar calada no real. E quando a vida real cansava de esperar que Janaína entrasse nela, ela, por conta própria tentava invadir Janaína. Nesses momentos Janaína ficava triste, as coisas queriam fugir do seu controle. Os homens imperfeitos se apaixonavam pela imperfeição dela e ela não sabia lhe dar com isso. Então, dizia não e voltava a cantar e chorar e rir do que nunca tinha vivido. Para ela era muito mais tocante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-4041678646618167251?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/4041678646618167251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=4041678646618167251&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4041678646618167251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/4041678646618167251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/04/janana_21.html' title='Janaína'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8130811226637694582</id><published>2007-04-17T08:24:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Janaína</title><content type='html'>Sempre que Janaína buscava um refúgio lembrava-se daquela casa grande onde vivera momentos tão felizes em tempos passados. Coisas tão boas que lhe marcaram tanto! O doce de leite emboloado, os passeios pela mata, as cadeirinhas brancas de almofadas de coração vermelho, os cinzeiros bronze de joaninha, as rãs no banheiro úmido, aquele cheiro de madeira, o chão frio, a luz vinda das frestras da janela, as bonecas nas pranchas do quarto, de olhos redondos, o caminhar ao som de estalos de finas madeiras que se encontravam no chão, arranhando-se nas plantas espinhosas... lembrava-se bem do tilintar daqueles sinos nos pescoços dos bois, do falar histérico das cabras, do cheiro de extrume do curral, daquela terra alaranjada..&lt;br /&gt;Era incrível como essas lembranças lhe marcavam, serviam de refúgio. Na verdade, uma esperançazinha de reviver todas essas coisas, mesmo tendo a certeza de que elas nunca voltariam.&lt;br /&gt;Estava tudo destruído, carcomido, tomado pelos excrementos dos morcegos, vazio, sem vida.&lt;br /&gt;Essas recordações, há muito tempo distantes, não lhe doíam tanto, apesar de serem bem profundas. Mas as outras, as recentes, tão boas que pareciam sonhos traziam-lhe  sentimentos contraditórios. Por vezes ficava feliz, se percebia rindo, em outras, aquilo lhe perturbava, fazia-a perceber o quão tiste é o momento de agora em comparação àquele. Será, então, melhor nunca passar momentos tão bons? viver numa estabilidade tranquila? Ela sabia que não, pois isso era também desconfortante. Ou melhor, era o motivo maior de suas tristezas... Não havia, então, saída alguma. Apenas esperar pra ver o que acontece... "botar o corpo no mundo", como diria certo amigo ao citar a música..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8130811226637694582?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8130811226637694582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8130811226637694582&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8130811226637694582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8130811226637694582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/04/janana.html' title='Janaína'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-2113684339789993516</id><published>2007-04-11T05:55:00.000-07:00</published><updated>2007-04-11T05:57:38.110-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Que ardência é essa estou num forno sem sentido nem sentimentos, meus dedos escorregam pelas teclas enquanto escuto homenzinhos gritando aqui do meu lado, um barulho de prato la longe e o silêncio minha barriga se movimenta sozinha estou respirando ainda? Porque não uso vírgulas? Pode ser porque elas cortam o pensamento ou porque num sei usá-las mesmo num to pensando nada mas como pode num se pensar nada estou pensando então no que estou escrevendo para tentar me ocupar e sair da existência vazia que dói porque é vazia... mas não não sinta pena de mim porque afinal todos são vazios quando se reconhecem assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-2113684339789993516?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/2113684339789993516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=2113684339789993516&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2113684339789993516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/2113684339789993516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/04/que-ardncia-essa-estou-num-forno-sem.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-8736677118981219172</id><published>2007-03-19T19:39:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Janaína</title><content type='html'>Janaína hoje, especialmente hoje, acordara com um sorriso singelo nos lábios. Não sabia exatamente o porquê; talvez pelo vento frio que tocava sua pele; talvez por ter conseguido eliminar um pouco do peso que as obrigações deixam nas costas; talvez, pela música, que a fazia ter boas lembranças; talvez pela soma disso tudo; ou até por nada disso... Apenas acordara feliz e ponto. Pensava se era assim mesmo que as coisas aconteciam, ao acaso. Será que era assim, dias em que não suportava ouvir o mínimo barulho, e outros em que era tomada por uma síndrome de tropicália, achava tudo divino e maravilhoso?&lt;br /&gt;            Mas o fato é que se levantara, vestira seu vestido florido de pano, leve como ela se sentia, balançando-se com o vento que chegava; e ficara lá na janela, sentido um sol ainda morno, aquele que apenas fazia fechar um pouco os olhos, mas esquentava o rosto, dando um gosto de vida. O cheiro de dia chegava pelo café na cozinha, e o som vinha dos barulhos que sua mãe fazia pra prepará-lo. Ela gostava muito de tudo isso, de ter dormido olhando para aquelas telhas, com buraquinhos, que, quando era manhã deixava entrar a luz. Era aquilo que a fazia feliz.&lt;br /&gt;            Mas é certo que nem sempre enxergava tudo aquilo. Quando sua redoma de sentir era invadida por cotidianos, obrigações gritadas ao pé do ouvido. Não queria isso, queria acordar e ir se acostumando aos poucos com o mundo real, primeiro com as coisas boas e leves de que gostava; depois, aí sim é que colocaria novamente o peso nas costas... Por isso, acordava calada, não falava nada para que ninguém sentisse a liberdade de falar-lhe; e, se alguém, antes que ela deixasse claro seu pacto de silêncio, começava a perguntar-lhe, perguntar-lhe, ela não via outra saída senão não responder nada. E assim, todos em sua casa já sabiam. Mas, ainda assim, insistiam em falar-lhe. Ela, que sabia bem que quando as pessoas falam com outras, estão à espera de ouvidos apenas,e não de bocas que lhe atrapalhem; unia o útil ao agradável e ficava calada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-8736677118981219172?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/8736677118981219172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=8736677118981219172&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8736677118981219172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/8736677118981219172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/03/janana.html' title='Janaína'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-1944559359857218067</id><published>2007-02-16T12:29:00.001-08:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Por que será que toda vez que me ponho a ler me vem à mente os sonhos mais bizarros que já tive? É como se minha mente pegasse no tranco e começasse a vasculhar seus lugares mais longínquos. É só começar a leitura e já vêm na cabeça milhões de imagens antigas e novas, sonho e realidade, tudo se mistura. e ao invés de subjetivar o que está ali, objetivo, a minha frente na forma de letras, eu crio outras imagens. Nessas horas não tem como me concentrar, pois sei que com tanta criação na cabeça não vou apreender tudo aquilo que o escritor codificou naquelas frases. É certo que mesmo que minha mente estivesse completamente vazia – algo impraticável – ainda assim eu não conseguiria captar tudo o que o autor pensou ao escrever, até porque ele mesmo quando escreve tem que ser muito preciso, para que as pessoas ao lerem saibam exatamente o que ele quis dizer... mas ainda  assim é impossível o transplante exato das informações, porque até eles mesmos não têm noção de algumas conclusões a que se pode chegar na reflexão de seu próprio pensamento...Nessas horas, então, ponho-me a escrever... solto tudo o que outrora preenchera meus pensamentos na tentativa de esvaziar minha mente, e, só assim conseguir, um pouco mais leve, me dedicar à leitura. Pausa. Vou ao encontro de Juca. Ele já me esperava ansiosamente, e  se agita de alegria ao me ver. No caminho penso no que as pessoas pensam de mim – me olham e dizem pra eles mesmos: lá vai a menina com o cachorrinho, ela mal sai.. quase nunca é vista assim como está agora, com roupa de casa, chinelo, cabelo desleixado. Ela, se sente bem assim, pois a roupa é uma expressão de como ela se sente por dentro, ali, andando por aquelas ruas, em casa. Finalmente esse sentimento que sempre a dominara, mas que ultimamente se encontrava perdido, voltou. Na ida ao Rio ele tinha se transferido para lá... estranho como um sentimento que aqui levara 22 anos para se construir, lá teve apenas 7 dias.  Então estava em casa de novo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-1944559359857218067?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/1944559359857218067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=1944559359857218067&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1944559359857218067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/1944559359857218067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/02/por-que-ser-que-toda-vez-que-me-ponho.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-116874356520996128</id><published>2007-01-13T18:57:00.000-08:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.307-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Janaína</title><content type='html'>Janaína, ali, sentada, lambendo seus dedos incrustados de doce, dá-se conta de que finalmente descobrira o segredo da existência. O segredo era exatamente esse, permanecer ali, lambendo seus dedos incrustados. Depois de desarvorar-se procurando preencher um vazio que não tinha mais fim, que parecia um copo, que quanto mais ela enchia, mais se esvaia; descobrira a felicidade ali, lambendo aqueles dedos. Janaína já chorara ao ler Pessoa, já consumira seus dias em uma colcha de retalhos, mas lá estava seu segredo, guardadinho na geladeira há semanas, a lata de leite moça quase vazia, digo quase, pois a essência mor estava lá, a espera dos dedos de Janaína. Lembro-me que ainda durante sua infância ela mantivera fortíssimas relações com tal objeto, mas claro, ainda sem extrair-lhe o segredo. Sonhara sim com aquela moça de lata na cabeça, que lá, sapateava rodeada de passarinhos azuis e cantantes. A verdade mesmo é que Janaína tentava enganar-se com tais devaneios, pensava que se permanecesse assim, pensando essas bobagens conseguiria encobrir seus pensamentos que haviam lhe afligido durante toda a semana, mas ela sabia bem que enquanto metade de seu pensamento pensava essas coisas, a outra metade pensava bem era naquilo que ela queria esquecer, ou até mesmo se preocupava em esquecer, mantendo assim a lembrança. E lá estava aquele martelinho, tun, tun, tun. Não havia filme que passasse, nem livro que lesse, aquilo parecia ser mais importante, e não ia embora. E ela, já desesperançada de conseguir esquecer, tentava então entender o porquê de não conseguí-lo, talvez assim, quando a cabeça conseguisse convencer o coração, estaria enfim, livre. Não sabia Antônia, que era também Janaína, Janaína Antônia, que essa era a causa de todas as suas perturbações, sempre, qualquer que fosse o seu conflito, ela recaía sem perceber nessa fraqueza, não conseguir racionalizar tudo, assim seria tão mais fácil viver... Ela não dava confiança àquelas coisas que diziam vir do coração, paixão? Não acreditava mesmo. Afinal, tudo era muito simples, só se apaixonaria por quem também chorasse ao ler Pessoa, ou por aqueles que em segredo desempenhavam uma atividade que ela tanto admirava, aquela mesmo, de correr os campos. Mas não adiantava ser uma corridinha rápida, fugindo da chuva, apressado para o trabalho. Não. Antônia queria era que a pessoa sentisse a brisa por entre sua roupa ao correr, quem sabe até desse um gritinho de felicidade e abrisse os braços para sentir o vento. Esse sim, era racionalmente, o cara por que iria se apaixonar. Estava decidido. Enquanto isso, estava muito satisfeita, a comer seu pirulito de cera na porta de casa e a brincar com o afilhado na rua correndo e empurrando o triciclo da criança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-116874356520996128?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/116874356520996128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=116874356520996128&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874356520996128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874356520996128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/01/janana.html' title='Janaína'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-116874339838689498</id><published>2007-01-13T18:53:00.000-08:00</published><updated>2010-06-17T09:50:31.106-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Geruza</title><content type='html'>Geruza era uma mulher gorda e triste e nada mais. Era assim que ela se via, apenas uma pessoa gorda e triste. Todos os dias, no fim da tarde, ao sair com Juca, sua única companhia, Geruza sentava-se na calçada e fazia tudo o que uma mulher na sua situação - gorda e triste – fazia, ou seja, nada. Ficava lá a olhar a liberdade do cachorro, feliz a correr e se deprimia ainda mais, pois não tinha mais felicidade, se é que ela lá sabia o que era isso... E assim ficava a olhar o céu, invejando a Lua, como é que ela podia ser assim tão bela? Enquanto ela, Geruza não achava nada bonito em si, a não ser aquela espinhazinha que nascera a alguns dias e que Antônio havia dito que era charmosa. Mas estava ela lá assim, pensativa e começou a se dar conta do quanto aquelas ruas eram mortas, aquelas casas, aquelas árvores. Geruza sempre morara ali, naquele mesmo lugar e tudo isso era sempre igual. As pessoas iam, vinham, mas as casas e ruas e árvores permaneciam ali, como cemitérios abandonados. Por vezes, ao passar por uma casa ou outra, Geruza ouvia um barulho de vida naqueles mausoléus, uma fala de criança, uma música, e ficava ali a aproveitar esses momentos. No Natal, período melancólico por natureza, ela nesse estado eterno, vira um árvore através do reflexo do vidro de uma das casas. Só ela sabe o sentimento que tivera, chegava e ia penetrando através daqueles raiozinhos dourados, das luzes vermelhas, aquilo tudo de tanto mau gosto, que fez Geruza se lembrar de um peru estragado de certo Natal. E não pensou duas vezes, ao chegar em casa, pôs o peru da família no forno, e , de propósito, como que por vingança por todos aqueles anos infelizes desde então, deixou ele lá, sofrendo. O pinozinho vermelho que indica a hora de retirá-lo já havia saltado, ele apitava como que a clamar por socorro, e Geruza nada. Apenas olhava-o com olhos fulminantes e um riso sarcástico. Era afinal sua vitória, havia algo sofrendo mais do que ela naquele mundo: o peru.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-116874339838689498?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/116874339838689498/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=116874339838689498&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874339838689498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874339838689498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/01/geruza.html' title='Geruza'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-116874305321298357</id><published>2007-01-13T18:47:00.000-08:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.308-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'>Antônio</title><content type='html'>Antônio sempre fora aventureiro, quando criança se encantava em ir à praia e ficar a observar os barcos a flutuar. Era tão bonito como eles se moviam pra lá e pra cá, pareciam despreocupados. Antônio sempre preferira observar o mar a ter que passar horas diante da televisão, como fazia sua família. Ele tinha descoberto como lá era bem melhor, o ângulo de visão era a se perder de vista, e ainda mais ainda tinha cheiro e um ventinho frio, calmo, do qual ele tanto gostava. Antônio quase não falava, a maior parte de seu tempo preenchia a pensar. Pensar em como aqueles astronautas, flutuando no céu, estavam soltos, soltos de verdade, porque aqui na Terra a gente sempre tá pisando no chão, ou preso a algo que nos faça voar; mas lá não, lá eles tavam soltos no espaço, e iam caindo, rolando e caindo. Antônio era assim, ao mesmo tempo que admirava os astronautas por estarem “soltos”, encantava-se com os pescadores pelo fato mesmo de estes estarem de alguma forma ligados à terra como ninguém mais. Era onde moravam, de onde tiravam seu sustento. Antônio chegava mesmo a pensar que eles não precisavam nem falar de tão simples que era sua vida. Esse encantamento de Antônio pelo mar era facilmente explicável pelo fato dele sempre ter morado em uma vila de pescadores. E como todo poeta ou pintor dos quais ouvia falar, também tinha uma afetividade enorme pelo lugar de onde viera. Naquele dia, Antônio, que morava a alguns metros do mar, decidira que iria ficar ali a partir de então, naquela calçada. Foi uma decisão daquelas em que a gente apenas obedece ao pensamento e nada mais. Lá no fundo ele sabe que é impossível morar ali, mas o que fazer se o comando de seu cérebro era este? Mesmo que tentasse se levantar não iria conseguir. Até que de súbito, de um golpe só levantou-se e foi embora pra casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-116874305321298357?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/116874305321298357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=116874305321298357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874305321298357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116874305321298357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/01/antnio.html' title='Antônio'/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38454390.post-116770515726956556</id><published>2007-01-01T18:26:00.000-08:00</published><updated>2009-05-24T07:35:13.308-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desventuras de Janaína'/><title type='text'></title><content type='html'>Quando me acharem aqui será que eu saberei da minha existência? Talvez eu nunca tenha existido além dessas paredes brancas...&lt;br /&gt;Lembro-me de mamãe na sala de estar através do vidro. Ela sempre perguntou se eu queria granola, mas na verdade o que estava em seu pensamento era a quantidade de moscas no bolo de fubá. Enquanto insistia em que eu comesse, ficava a pensar na existência das moscas. Então era mesmo verdade. Elas viviam apenas por um dia, fato cruel...logo mamãe que adorava apreciar as coisas mais de uma vez para ter certeza de que realmente tinha estabelecido um contato extra corpóreo com elas. Juca sempre questionava suas aflições, queria apenas discutir sobre o porque de tantos porquês, para ele era mais fácil viver sem saber. Pensava sim se era possível viver com uma pessoa sem nunca falar-lhe nada. Mas aí todas as transformações pelas quais cada um passasse ficariam restritas a eles próprios. E no dia em que finalmente resolvessem conversar pensariam que nunca tinham passado desse estagio elementar, pois todos sabem que nos saímos do estagio primitivo, chegamos ao mais supremo possível para finalmente descobrir que o final da linha e  voltar a ser simples...juca continuava assim com essas conjecturas de cachorro calmo, manso. Ele confiava sim em sua dona  e ela tivera certeza disso nesse mesmo dia em que esses dedos escrevem aqui. Foi quando ela se pôs a pegar o telefone, percebeu que os olhos de juca permaneciam imóveis, sua orelha levantada. Ele apenas estava lá, deitado. Enquanto ela pensando em  inúmeras coisas, nunca imaginaria que ele fazia reflexões muito mais aprofundadas que ela sobre a estética dos normandos no século treze. Mas isso não vem ao caso, o que importa é que ele não se moveu e ponto.  Estou aqui pensando no porquê das pessoas escreverem se sabem que vão ser alvo de críticos apenas. Destino triste. Não por ser triste em si. Mas porque fere o orgulho de qualquer ouvinte de gil cantando bob.então pensei se devo realmente escrever tudo o que penso ou se escrevo penas aquilo que penso ser de bom tom escrever.será que era isso que virginia fazia? Descobri que eu escrevo apenas para ler depois, tem tarefa mais divertida? Você escreve, escreve, coisas loucas que você pensa  no momento e depois lê tudo como se não fosse você que tivesse escrito. Me decidi a alguns segundos por escrever tudo o que penso, mas percebi que isso não e possível , porque penso muito rápido. Lembro vagamente que ...ah...lembrei eu estava pensando que eh muito difícil se escrever quando você vive fazendo livros quando você fala...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38454390-116770515726956556?l=correroscampos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://correroscampos.blogspot.com/feeds/116770515726956556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38454390&amp;postID=116770515726956556&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116770515726956556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38454390/posts/default/116770515726956556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://correroscampos.blogspot.com/2007/01/quando-me-acharem-aqui-ser-que-eu.html' title=''/><author><name>Maria Mercedez Amaranta</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05550387872849499139</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_SO0kfL4msfU/S8XD4FlET1I/AAAAAAAAA2A/Ax62bxoqgls/S220/enecom+rio+2008+047.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
